Polícia

Acusados de estupro coletivo no Rio se entregam e viram réus

Dois dos quatro foragidos investigados por estupro coletivo de uma adolescente no Rio de Janeiro se entregaram à polícia e viraram réus. O caso revela novas vítimas.
Por Redação
Acusados de estupro coletivo no Rio se entregam e viram réus

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Dois dos quatro homens apontados como foragidos em um grave caso de estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos no Rio de Janeiro se entregaram à polícia. Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos, e João Gabriel Xavier Bertho, também de 19, se apresentaram às autoridades nesta terça-feira, 3 de outubro, e agora são réus no processo que investiga o crime, que inclui também cárcere privado, com o agravante de a vítima ser menor de idade.

A entrega dos suspeitos aconteceu em delegacias diferentes. Mattheus Verissimo foi até a 12ª Delegacia de Polícia de Copacabana, acompanhado de sua defesa, onde o caso é investigado. João Gabriel, por sua vez, se apresentou na 10ª Delegacia de Polícia de Botafogo. Ambos preferiram não se manifestar durante os interrogatórios, exercendo o direito de permanecer em silêncio.

Mais vítimas relatam abusos

A gravidade da situação se estende com o surgimento de novas denúncias. Entre segunda e terça-feira, mais duas jovens procuraram a polícia para relatar terem sido vítimas de violência sexual praticada por integrantes do mesmo grupo. Uma das vítimas, hoje com 17 anos, contou que foi estuprada quando tinha 14. Ela disse aos investigadores que mantinha um relacionamento com o adolescente que também é investigado no caso principal. Segundo seu depoimento, ela foi convidada para ir à casa de Mattheus Verissimo e, lá, pelo menos dois suspeitos participaram da violência. O crime, segundo ela, teria sido gravado e divulgado.

Outra jovem procurou a 12ª Delegacia de Polícia de Copacabana, acompanhada da mãe, e afirmou ter sido vítima de estupro por um dos integrantes do grupo, apontando Vitor Hugo Oliveira Simonin como o agressor. Essas novas denúncias reforçam a preocupação e a necessidade de uma investigação aprofundada sobre a atuação do grupo.

Processo avança e réus enfrentam a Justiça

Com a denúncia aceita pela 1ª Vara Especializada de Crimes contra a Criança e o Adolescente do Rio de Janeiro, a Justiça transformou os acusados maiores de idade em réus. A investigação, conduzida pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, teve o apoio do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que em seu relatório final destacou “a violência empregada e a brutalidade dos atos sexuais praticados contra a vítima”.

Antes da entrega, três dos quatro investigados maiores de idade tentaram conseguir um pedido de liberdade, conhecido como habeas corpus, para suspender suas prisões. No entanto, os pedidos foram negados pelo desembargador Luiz Noronha Dantas, da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Por correr em segredo de Justiça, os nomes dos autores desses recursos não foram confirmados publicamente.

Foragidos e o caso do menor

Até a última atualização do caso, dois dos investigados maiores de idade ainda estavam foragidos: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, e Vitor Hugo Oliveira Simonin, também de 18 anos. O delegado Angelo Lages, responsável pela investigação, expressou a expectativa de que todos os envolvidos se apresentem às autoridades.

Além dos quatro suspeitos adultos, um adolescente também é investigado por envolvimento no crime. Por se tratar de um menor, o inquérito dele foi separado e enviado para a Vara da Infância e da Juventude do Rio de Janeiro. A polícia solicitou ao Ministério Público a apreensão do jovem por um ato parecido com um crime, mas até o momento, não há registro de mandado de apreensão contra ele. A identidade do menor não é divulgada, conforme a lei.