O Esporte Clube Bahia gastou bem menos dinheiro para reforçar o time na primeira janela de transferências do futebol brasileiro em 2026. Essa foi a menor quantia desembolsada pelo Tricolor de Aço desde que o Grupo City assumiu a gestão do clube.
Enquanto nos três anos anteriores o time mostrava força no mercado, gastando alto para trazer novos jogadores, nesta temporada a estratégia foi mais contida. O Esquadrão investiu cerca de R$ 23,3 milhões na contratação de três atletas. Para ter uma ideia, esse valor deixou o Bahia fora do grupo dos dez clubes que mais gastaram no Brasil neste início de ano.
Os jogadores que chegaram ao time foram Everaldo, Kike Olivera e Román Gómez. Desses, o argentino Román Gómez foi o mais caro, custando aproximadamente R$ 16 milhões aos cofres do clube.
Entenda a mudança nos investimentos do Bahia
Comparando com as temporadas passadas, a diferença é grande. Veja como o Bahia se portou no mercado em anos anteriores na primeira janela de transferências:
- 2026: R$ 23,3 milhões
- 2025: R$ 113 milhões (com dez atletas)
- 2024: R$ 50 milhões (com sete reforços)
- 2023: R$ 80 milhões (com 19 contratações)
Em 2023, o primeiro ano do Grupo City no comando do clube, o investimento já era significativo, mostrando uma postura bem diferente da atual. No ano seguinte, em 2024, o valor diminuiu, mas ainda era o dobro do gasto em 2026. Já em 2025, o Bahia bateu seu recorde, superando a marca de R$ 100 milhões em contratações nessa mesma janela.
É importante lembrar que o Bahia também acertou a compra do atacante argentino Alejo Véliz, que pertence ao Tottenham Hotspur, da Inglaterra, e está emprestado ao Rosario Central, na Argentina. A negociação girou em torno de R$ 55 milhões. Porém, Véliz só se apresentará ao Esquadrão no meio do ano, depois que seu contrato na Argentina terminar. Se essa contratação fosse contabilizada nesta janela, o total de gastos do clube chegaria a cerca de R$ 79 milhões, ainda assim bem abaixo do ano anterior.
Essa postura mais cuidadosa do Bahia no mercado de transferências está alinhada com o discurso de que o clube precisa se sustentar sozinho e que o dinheiro do Grupo City, apesar de grande, não é infinito. A apuração é que o Esquadrão ainda tem dívidas e não consegue se manter apenas com o que arrecada nos primeiros anos sob a nova gestão.
A torcida agora aguarda para ver como essa nova estratégia de mercado vai impactar o desempenho do time em campo.

