O Governo da Bahia acaba de dar um passo importante para garantir uma alimentação ainda mais saudável nas escolas e, ao mesmo tempo, impulsionar a economia das famílias do campo. Por meio da Secretaria da Educação (SEC), foi lançada uma chamada pública que destinará R$ 50,2 milhões para a compra de produtos vindos diretamente da agricultura familiar e de empreendedores rurais.
Essa iniciativa abrange todos os núcleos territoriais de educação do estado, garantindo que estudantes em diversas regiões da Bahia tenham acesso a refeições com um valor nutricional elevado. O dinheiro investido será usado para adquirir gêneros alimentícios frescos, produzidos por pequenos agricultores locais, para compor a merenda escolar.
Um círculo virtuoso para a Bahia
Para o governador Jerônimo Rodrigues, essa medida é mais do que apenas comprar alimentos; ela cria um verdadeiro “círculo virtuoso” de desenvolvimento. A produção de alimentos frescos e saudáveis beneficia diretamente a saúde dos alunos, que terão refeições mais nutritivas, e ao mesmo tempo fortalece a renda de milhares de famílias que vivem da agricultura familiar no estado.
“É uma iniciativa que une a qualidade da merenda com o fortalecimento da nossa economia rural. Nossos estudantes comem melhor e nossos agricultores têm mais oportunidades”, destacou o governador.
A ação está totalmente alinhada com as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), uma legislação que prevê a aquisição de produtos de agricultores familiares para a merenda escolar. Isso não só ajuda a produção local a crescer, mas também amplia a variedade de alimentos frescos disponíveis nas escolas baianas.
Como os agricultores podem participar
Grupos formais, como cooperativas e associações de agricultores interessados em fazer parte dessa iniciativa, têm uma oportunidade de ouro. Eles devem apresentar os documentos necessários e um projeto de venda.
- Prazo: Até o dia 20 de fevereiro, às 18h.
- Local: Diretamente na sede da Secretaria da Educação, em Salvador.
- O que apresentar: Documentação exigida e um projeto de venda, conforme as regras detalhadas no edital.
Essa etapa de formalização é crucial. Ela estabelece as parcerias entre os produtores rurais e o governo, garantindo transparência em todo o processo de compra e aumentando a participação das famílias agricultoras no fornecimento institucional de alimentos.
Especialistas e gestores do setor ressaltam que programas como este trazem um impacto muito positivo para a educação. Ao garantir a segurança alimentar, eles incentivam a permanência dos estudantes na escola, que contam com refeições de qualidade. Além disso, reforçam a sustentabilidade econômica do meio rural, ajudando a manter as famílias no campo e valorizando o trabalho de quem produz nosso alimento.

