Um cardápio com preços altíssimos, supostamente de barracas na famosa praia de Porto de Galinhas, em Pernambuco, virou motivo de muita conversa nas redes sociais. As fotos dos pratos, que parecem exageradamente caros, jogaram luz novamente sobre um problema antigo: as queixas de que alguns estabelecimentos abusam dos valores, principalmente com turistas.
As imagens que viralizaram mostram valores que deixam qualquer um de queixo caído. Um prato de filé acompanhado de arroz, batata frita e salada custa R$ 470. Já para quem gosta de um petisco, seis pastéis saem por R$ 150, o que significa que cada um custa cerca de R$ 25. Outra opção cara que chamou atenção é o chamado “prato tropical”, uma mistura de isca de peixe, camarão e lula, ofertado por R$ 580.
Preços chateiam turistas e viram assunto na internet
Essa não é a primeira vez que Porto de Galinhas se vê no centro de uma polêmica por conta de preços. A discussão sobre os valores “fora da curva” reaquece as denúncias de que alguns locais estariam explorando quem visita a região. Além disso, o episódio traz à tona um debate que sempre volta: a falta de fiscalização para vendedores ambulantes na areia, a validade das licenças para operar e os potenciais riscos à saúde que alguns alimentos podem apresentar, especialmente durante a alta temporada, quando a procura é grande.
Além do bolso: riscos sanitários preocupam
Para além do susto com a conta, muitos internautas também levantaram uma preocupação séria: o perigo para a saúde de consumir alimentos preparados e vendidos diretamente na areia da praia. Em ambientes de alta demanda e exposição ao sol, a correta manipulação e conservação dos alimentos é essencial para evitar contaminações, que podem surgir do manuseio inadequado, da conservação imprópria ou do tempo excessivo de exposição ao calor, fatores que aumentam consideravelmente o risco sanitário.
Dicas para não cair em armadilhas e se proteger
Para os turistas que querem aproveitar o verão sem preocupações, algumas dicas são importantes. A primeira é sempre ler o cardápio com bastante atenção e, se possível, comparar os preços antes de pedir. Evitar consumir algo sob pressão também é fundamental. Quando o assunto é comida, observe sempre o jeito que os alimentos são manuseados, como estão conservados e por quanto tempo ficam expostos ao calor, pois esses fatores podem gerar riscos à saúde. Se algo parecer suspeito, como valores muito altos, falta de licença ou qualquer atitude inadequada, o melhor é registrar uma ocorrência e avisar os órgãos de fiscalização responsáveis. A segurança e o direito do consumidor vêm sempre em primeiro lugar.

