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Carnaval 2024: PrEP e prevenção combinada garantem folia segura contra o HIV

Saiba como a PrEP e a prevenção combinada são essenciais para curtir o Carnaval com saúde e segurança, protegendo-se contra o HIV e outras ISTs.
Por Redação
Carnaval 2024: PrEP e prevenção combinada garantem folia segura contra o HIV

PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) -

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O Carnaval é sinônimo de alegria, música e muita gente reunida. Mas, no meio da folia, é super importante não esquecer de cuidar da saúde, especialmente da prevenção ao HIV. Para garantir que todo mundo possa curtir sem preocupações, o Ministério da Saúde criou a estratégia da “prevenção combinada”. Essa abordagem moderna dá ao folião a liberdade de escolher os métodos que melhor se encaixam na sua vida, garantindo proteção e autonomia.

PrEP: o escudo antes da festa

Um dos grandes pilares dessa prevenção é a PrEP, ou Profilaxia Pré-Exposição. É um tratamento para quem não tem HIV, mas quer se proteger antes de uma possível exposição ao vírus. Imagine tomar um remédio que cria uma barreira no seu corpo contra o HIV. É basicamente isso! A PrEP pode ser encontrada de três jeitos: a PrEP Oral Contínua, que você toma todo dia; a PrEP sob demanda, usada em momentos específicos antes e depois da relação sexual; e a mais recente, a PrEP injetável, que oferece uma nova alternativa para quem busca praticidade.

Atenção ao início da proteção

É fundamental saber que a PrEP não age imediatamente. Para que ela seja eficaz, é preciso seguir um cronograma. O infectologista Dr. Jucival Fernandes explica a importância de buscar ajuda profissional:

“A proteção precisa estar estabelecida antes do contato de risco. Para quem opta pelo método oral ou injetável, o acompanhamento com um profissional de saúde é indispensável para garantir que o nível de medicamento no organismo seja suficiente para barrar a infecção.”

Isso significa que, antes de cair na folia, é preciso estar com a proteção em dia, seguindo as orientações médicas.

Prevenção combinada: mais do que PrEP

Mas atenção: a PrEP é específica para o HIV. Ela não protege contra outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), como sífilis, clamídia, gonorreia ou as hepatites. Por isso, a combinação de métodos é a chave para uma proteção completa. O uso da camisinha continua sendo um item indispensável, especialmente em festas, onde o risco de outras infecções é maior. Além disso, vacinas contra ISTs virais, como HPV e hepatites A e B, são uma medida preventiva muito importante. O Dr. Jucival reforça:

“Para ISTs virais com vacina (HPV, hepatite B e hepatite A) a vacinação é uma medida preventiva essencial. Não há vacina contra HIV; a PrEP é uma forma de prevenção e deve ser combinada com outras estratégias. O uso do preservativo (camisinha) também permanece como um aliado vital, especialmente em ambientes festivos onde a exposição a outras infecções é maior.”

PEP: o plano B para emergências

E se rolar um imprevisto na festa, tipo a camisinha romper? Existe um “plano B” chamado PEP, ou Profilaxia Pós-Exposição. Diferente da PrEP, que é preventiva, a PEP é uma medida de emergência. Ela deve ser iniciada o mais rápido possível após uma situação de risco, idealmente nas primeiras duas horas, e no máximo em até 72 horas. O tratamento dura 28 dias e está disponível em postos de saúde, unidades de pronto atendimento e serviços especializados de todo o Brasil.

O valor do autoconhecimento e da testagem

Antes de curtir o Carnaval, um passo essencial é se testar para HIV e outras ISTs. Conhecer seu próprio status sorológico é um ato de carinho com você e com quem você se relaciona. Muitas cidades montam Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) ou unidades móveis durante a folia, facilitando o acesso. Ao se informar e se cuidar, você aproveita o Carnaval com a cabeça tranquila e o corpo protegido. A informação te dá poder e liberdade para fazer escolhas saudáveis e aproveitar cada segundo da festa.