A poluição sonora tem se tornado um problema sério nas grandes cidades, e o barulho excessivo de veículos, principalmente de escapamentos irregulares, tira o sossego de muita gente. Para combater essa questão, uma nova proposta está agitando a Câmara Municipal de Curitiba, no Paraná: a instalação de radares capazes de multar carros e motos que fazem mais barulho do que o permitido.
Imagine só: você passando por um túnel ou viaduto, e seu veículo faz um barulho que extrapola o limite. Um radar silencioso e eletrônico já estaria registrando tudo! É exatamente assim que funcionaria o sistema, com foco em locais fechados como viadutos, trincheiras e túneis, onde o som é amplificado e o incômodo à população é maior. Os equipamentos serão automáticos, capturando a imagem do veículo e medindo o nível de ruído na hora da infração.
Saiba quais são os limites de barulho para não ser multado
Para quem se preocupa em andar dentro da lei, o projeto de lei define limites claros de decibéis (dB), que mudam conforme o período do dia para proteger o sossego público. Fique de olho:
- Durante o dia: o máximo permitido é de 65 decibéis (dB).
- À noite: o limite cai para 55 decibéis (dB).
Se seu veículo for pego pelos radares sonoros ultrapassando esses níveis, prepare-se para as consequências. O proprietário do automóvel pode receber multas administrativas e ainda ter pontos registrados na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), tudo de acordo com as leis de trânsito e ambientais vigentes. Os equipamentos vão registrar a data, o horário, o local exato e o nível de ruído medido.
Para onde vai o dinheiro das multas?
O vereador Renan Ceschin, autor da proposta em Curitiba, pensou também no destino do dinheiro arrecadado com essas multas. Os recursos não vão simplesmente para o caixa da prefeitura. A ideia é que sejam investidos em importantes ações como:
- Campanhas de educação no trânsito;
- Programas que ajudam a combater a poluição sonora;
- Melhorias na segurança das ruas e avenidas da capital paranaense.
Com isso, a iniciativa busca ir além da punição, promovendo a conscientização sobre os efeitos negativos da poluição sonora na nossa saúde e no bem-estar urbano. O objetivo é criar um ambiente mais tranquilo e equilibrado para todo mundo: motoristas, ciclistas e pedestres.
Próximos passos da lei
Antes de virar realidade, o projeto de lei ainda precisa passar por algumas etapas importantes. Primeiro, ele será analisado pelas comissões temáticas da Câmara de Curitiba. Depois, seguirá para votação no Plenário. Se a proposta for aprovada pelos vereadores e sancionada pelo prefeito, a lei prevê um prazo de 90 dias para que a prefeitura instale os equipamentos e faça uma ampla divulgação oficial, garantindo que toda a população esteja por dentro das novas regras.

