A eliminação do Esporte Clube Bahia na Pré-Libertadores foi um golpe duro, e um dos primeiros a encarar a situação publicamente foi o meia Everton Ribeiro. Com o semblante visivelmente abatido na zona mista, o camisa 10 não fugiu da responsabilidade e admitiu seu erro na cobrança de pênalti que poderia ter mudado o rumo do confronto.
O resultado precoce deixou o clube sem um calendário internacional para 2026, um baque e tanto para as expectativas da torcida e do próprio elenco. No vestiário, o clima era de total silêncio e frustração, um reflexo da decepção que pairava sobre todos.
A dor da eliminação e o pênalti perdido
Everton Ribeiro descreveu o ambiente pós-jogo como um momento de muita tristeza, onde as palavras pareciam faltar. Ele destacou que o time tinha controle da partida, mas não conseguiu "matar o jogo", o que acabou sendo fatal.
"É um momento difícil, muita tristeza, todo mundo cabisbaixo. Às vezes faltam palavras. Era um jogo controlado, jogamos bem, mas não conseguimos matar a partida."
Sobre o pênalti decisivo, o meia expressou sua frustração pessoal, aceitando o erro que custou caro ao Esquadrão.
"Fui infeliz na cobrança. É o meu jeito de bater, não consegui deslocar o goleiro. Ele foi bem, ficou na bola e me atrapalhou bastante."
Em confrontos eliminatórios como este, os detalhes fazem toda a diferença, e o Bahia acabou punido por não aproveitar suas chances quando teve o domínio. Uma única jogada adversária mudou tudo e deixou a situação muito mais difícil.
Pressão e o peso da camisa tricolor
O jogador experiente reconheceu que a eliminação aumenta consideravelmente a pressão sobre o elenco, especialmente porque o clube abriu mão da Copa do Nordeste para focar na competição continental.
"Time grande, camisa pesada, a cobrança sempre vai existir. Quando acontece uma eliminação assim, com expectativa alta, é normal aumentar ainda mais."
Mesmo com o impacto da queda, Everton Ribeiro fez um apelo para que o grupo reaja rapidamente. Ele sabe que a temporada não acabou e que é preciso virar a página para evitar que este resultado negativo contamine o restante dos campeonatos.
"Se abaixar a cabeça vai ser pior. Agora é trabalhar quieto, aguentar a pressão, aceitar as críticas que merecemos e buscar as vitórias para dar a volta por cima."
O futuro do Esquadrão
Ao final, o camisa 10 mandou um recado direto para a torcida tricolor, que tem todo o direito de se sentir frustrada e chateada. O sentimento de tristeza é compartilhado por todos, mas a única forma de responder é dentro de campo.
"O torcedor tem todo direito de cobrar e ficar furioso. A gente também está muito triste. Agora precisamos responder rápido dentro de campo para voltar a vencer."
Sem a Libertadores, a Sul-Americana e a Copa do Nordeste, o Bahia agora concentra todas as suas forças no Campeonato Baiano, na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro. O desafio é transformar a decepção internacional em uma reação imediata e mostrar a força do time nas competições que restam.

