Uma operação policial em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, desmantelou uma fábrica clandestina que produzia refrigerantes e outras bebidas de forma irregular. A ação, batizada de Operação Potabilidade, aconteceu na tarde da última quarta-feira (14), no bairro Boa Vista.
O que se descobriu com as investigações foi que o local operava totalmente fora da lei. Além de não ter nenhuma autorização para funcionar, a fábrica mantinha condições de higiene muito ruins, um perigo real para a saúde de quem consumisse os produtos de lá.
Risco à saúde: higiene precária e rótulos falsos
A produção das bebidas não tinha licença ou fiscalização. Para piorar, os produtos eram embalados com rótulos falsos, sem nenhum registro ou validade junto aos órgãos competentes. Isso significa que não havia controle sobre a qualidade, os ingredientes ou a segurança do que estava sendo fabricado e depois vendido ao público.
A Polícia Civil da Bahia, por meio da 1ª Delegacia Territorial de Vitória da Conquista e com o apoio do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Sudoeste), comandou a operação. Equipes do Ministério da Agricultura e do Departamento de Polícia Técnica (DPT) também estiveram no local para fiscalizar e fazer a perícia necessária.
Quando a polícia chegou, o imóvel estava vazio. Mesmo assim, os investigadores encontraram provas claras das irregularidades: garrafas vazias de bebidas que tinham os rótulos originais retirados, provavelmente para serem reutilizados de forma ilegal. Os insumos, que são as matérias-primas para as bebidas, estavam armazenados de qualquer jeito, sem seguir nenhuma norma de segurança ou higiene.
"O cenário que encontramos representa um risco grande para a saúde de todos. A falta de higiene, a ausência de controle sobre os ingredientes e a falsificação dos rótulos podem levar a problemas sérios de saúde para quem consumir esses produtos", alertou um dos policiais envolvidos na investigação.
Não é a primeira vez que esse imóvel chama a atenção das autoridades. Em 2018, ele já tinha sido fiscalizado e interditado por irregularidades parecidas, o que mostra que a atividade clandestina era algo recorrente.
Grandes apreensões durante a operação
Um auditor fiscal do Ministério da Agricultura registrou um documento que suspende temporariamente as atividades e lacrou o estabelecimento. A lista do que foi apreendido é extensa:
- 1.632 garrafas de refrigerante de 330 ml.
- 18 mil rótulos falsificados.
- 10 mil tampinhas.
- 18 quilos de aromatizantes e três quilos de adoçantes.
- Diversos maquinários usados na fabricação das bebidas.
Além disso, a polícia recolheu documentos e outros objetos que vão ajudar a aprofundar as investigações. Um veículo, que era usado para transportar as bebidas e estava carregado com produtos prontos para a distribuição, também foi apreendido. Aparelhos celulares, talões e cadernos com anotações financeiras, o contrato de locação do imóvel e documentos de transporte de carga completam a lista de tudo que foi levado pelas autoridades.
O responsável pelo local está sendo investigado por crimes como falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de substâncias alimentícias. A polícia continua trabalhando para identificar outros envolvidos e entender toda a cadeia de produção e distribuição dessas bebidas ilegais.

