Uma novidade importante para os trabalhadores brasileiros está a caminho. O governo federal, por meio da Secretaria-Geral da Presidência da República, anunciou a intenção de fixar a jornada máxima de trabalho em 40 horas semanais, mantendo o salário sem nenhuma redução. A medida tem como objetivo principal melhorar a qualidade de vida dos empregados, eliminando a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6x1) e adotando o modelo de cinco dias de trabalho e dois de folga (5x2).
Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral, foi quem trouxe a notícia. Ele explicou nesta quarta-feira, 21, que a proposta já está sendo analisada no Congresso Nacional e a expectativa é que seja votada ainda neste primeiro semestre. Atualmente, a lei permite que a jornada de trabalho seja de até 44 horas semanais, o que significa uma redução de quatro horas por semana com a nova medida.
Um Direito Inegociável para Lula
“O direito do trabalhador é um tema inegociável para o presidente Lula. O empresário vai resistir, é natural. Se pudesse, queria até 7x0. Mas vamos levar esse debate até o final e o diálogo com setores do Congresso está avançando”, afirmou Boulos em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro.
A fala do ministro sublinha o compromisso do governo com os direitos trabalhistas. Boulos reconheceu que a proposta pode enfrentar resistência por parte do setor empresarial, mas reforçou que o diálogo com o Congresso Nacional está progredindo para que a mudança seja concretizada. A ideia é que a nova regra se aplique a todos os setores da economia, abrangendo um grande número de profissionais pelo país.
O Exemplo Começa em Casa
Para mostrar que o compromisso é sério, o próprio governo já começou a aplicar o novo modelo. A Secretaria-Geral da Presidência da República eliminou a escala 6x1 para seus trabalhadores terceirizados, reorganizando suas jornadas para o formato 5x2. Essa iniciativa serve como um exemplo prático do que o governo espera que seja implementado em todo o Brasil, mostrando que a mudança é viável e benéfica.
“O exemplo começa em casa. A Secretaria-Geral da Presidência da República acabou com a escala 6x1 no Palácio. Todos os trabalhadores terceirizados tiveram a jornada reorganizada para eliminar esse modelo. Queremos que isso se estenda para todo o Brasil”, concluiu o ministro.
A proposta de reduzir a jornada de trabalho sem cortar salários representa um avanço importante nas discussões sobre direitos laborais. Se aprovada, a medida poderá trazer um impacto positivo significativo na vida de milhões de brasileiros, oferecendo mais tempo para lazer, estudos e convívio familiar, sem comprometer a renda.

