A busca por experiências diferentes na gastronomia tem levado a algumas situações inesperadas, e até perigosas. Recentemente, um homem de 34 anos viveu um susto daqueles depois de experimentar um ‘drink da moda’ em um bar no México. Mal deu o primeiro gole e sentiu uma dor terrível: o estômago dele foi perfurado pela bebida.
O rapaz passou mal na hora, com dores fortes na barriga. Rapidamente, ele foi levado às pressas para um hospital. Além da dor intensa, os médicos notaram outros sintomas preocupantes: muito suor, sonolência, pressão arterial baixa e até a temperatura do corpo em 35,4 °C, um pouco abaixo do normal.
Um buraco no estômago e cirurgia de emergência
No hospital, os exames confirmaram o pior. Os médicos encontraram gás solto dentro da barriga e viram sinais claros de que o estômago tinha se rompido. Era uma emergência! Foi preciso fazer uma cirurgia às pressas, e durante o procedimento, a equipe médica descobriu um buraco de aproximadamente 3 centímetros no estômago do paciente.
Felizmente, a cirurgia deu certo. Para fechar o buraco, os médicos usaram a própria gordura do corpo do rapaz, um procedimento que conseguiu reparar a lesão. Três dias depois, o homem recebeu alta e pôde ir para casa, se recuperando do grande susto.
Mas, afinal, o que tinha nesse drink?
O grande vilão dessa história foi o nitrogênio líquido, uma substância que se tornou popular na gastronomia moderna. Ele é usado para congelar coisas muito rápido e para criar uma “fumaça” cenográfica em pratos e drinks, dando um toque especial e visualmente interessante. É uma daquelas tendências que chamam a atenção nas redes sociais.
Contudo, por trás do efeito impressionante, o nitrogênio líquido é uma substância tóxica para o nosso corpo. Quando entra em contato com a temperatura interna, ele se transforma em gás e se expande de forma impressionante, cerca de 700 vezes seu volume original. Essa expansão gigantesca é o que pode causar o rompimento de órgãos, como aconteceu com o estômago do homem.
Além disso, líquidos extremamente frios, como o nitrogênio líquido, criam uma camada temporária de gás quando tocam superfícies quentes. Isso atrasa o congelamento imediato dos tecidos, mas não impede os danos internos causados pela expansão violenta. É um lembrete importante de que nem toda “tendência” é segura, especialmente quando envolve substâncias químicas em contato direto com o corpo.

