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Jovem tetraplégico volta a mover braços após tratamento com polilaminina

Jovem tetraplégico de 24 anos recupera movimentos dos braços e sensibilidade após tratamento experimental com polilaminina da UFRJ, gerando esperança para lesões medulares.
Por Redação
Jovem tetraplégico volta a mover braços após tratamento com polilaminina

Jovem mexeu os braços 10 dias depois de tomar injeção -

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Uma notícia que enche de esperança: um jovem de 24 anos, que vivia como tetraplégico, voltou a mexer os braços apenas dez dias depois de receber um tratamento experimental e inovador. Ele foi o quinto paciente a se beneficiar da polilaminina, uma molécula criada por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O rapaz, que preferiu não ter o nome divulgado, sofreu um acidente grave que mudou sua vida. Enquanto mergulhava em uma cachoeira em Santa Leopoldina, no Espírito Santo, ele fraturou a vértebra C7 e teve uma lesão medular completa na altura da C4. O resultado foi a perda total da sensibilidade e dos movimentos do pescoço para baixo.

A virada: uma injeção de esperança

No dia 7 de janeiro, o jovem recebeu uma única injeção de polilaminina. O tempo foi crucial: o tratamento aconteceu dentro das 72 horas após o acidente, período considerado decisivo para o sucesso da terapia. E a resposta do corpo foi surpreendente. Dez dias depois, não só os movimentos dos braços voltaram, como ele recuperou a sensibilidade até a altura do umbigo.

Um vídeo emocionante foi divulgado pelo médico Mitter Mayer, que coordena o Grupo de Trabalho Intersetorial da Polilaminina no Espírito Santo. Nas imagens, o paciente realiza movimentos sob comando dos médicos, mostrando força nas mãos e confirmando sua recuperação funcional.

O que é a polilaminina?

Desenvolvida há mais de duas décadas pela equipe da bióloga Tatiana Coelho de Sampaio, na UFRJ, em parceria com o laboratório brasileiro Cristália, a polilaminina não é mágica, mas sim pura ciência. Ela é uma versão sintética da laminina, uma proteína natural que ajuda a conectar os neurônios enquanto o embrião se desenvolve. O grande potencial dessa substância é justamente a capacidade de regenerar lesões na medula espinhal.

Outras vidas transformadas

O jovem é mais um caso de sucesso que se soma a uma lista que inspira. Outros pacientes já sentiram os efeitos positivos da polilaminina:

  • Luiz Fernando Mozer: Recuperou a sensibilidade e os movimentos após um acidente de motocross.
  • Um outro paciente conseguiu voltar a mexer o pé depois de uma queda de moto.
  • Bruno Drummond de Freitas: Teve a alegria de andar novamente.
  • Diogo Barros Brollo: Recuperou os movimentos do pé.

Essa série de recuperações é um testemunho de que o avanço não é um milagre, mas sim o resultado de décadas de dedicação à pesquisa científica, de um método rigoroso e da coragem de aplicar a medicina experimental para mudar vidas.

Um novo horizonte para o Brasil e o mundo

Até o dia 8 de janeiro, dez pacientes já haviam buscado a justiça para conseguir acesso a esse tratamento que oferece uma nova perspectiva para a regeneração da medula espinhal. Com essas conquistas, o Brasil ganha destaque internacional no desenvolvimento de terapias para lesões medulares, trazendo esperança para milhares de pessoas que vivem com tetraplegia e paraplegia em todo o mundo.