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Julio Iglesias é acusado de agressão sexual e tráfico humano por ex-funcionárias

Cantor Julio Iglesias, de 82 anos, enfrenta graves acusações de assédio sexual, estupro e tráfico humano, feitas por duas ex-funcionárias que trabalharam para ele no Caribe em 2021.
Por Redação
Julio Iglesias é acusado de agressão sexual e tráfico humano por ex-funcionárias

O artista ainda não se pronunciou sobre o caso -

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O renomado cantor Julio Iglesias, de 82 anos, se viu no centro de uma séria polêmica esta semana. Ele está sendo acusado de crimes graves como assédio sexual e tráfico humano. As denúncias foram feitas por duas ex-funcionárias que trabalharam para ele no Caribe, em 2021.

As informações foram divulgadas pelo veículo espanhol elDiario.es, em uma parceria com a Univision Noticias. Segundo os relatos, uma empregada doméstica e uma fisioterapeuta alegaram terem sido vítimas de estupro, agressões físicas como tapas, abusos verbais e assédio constante.

Acusações Detalhadas e Provas Robustas

As vítimas, cujas identidades estão sendo protegidas, apresentaram um conjunto de provas que reforçam as acusações contra o artista. Entre os materiais anexados estão:

  • Fotografias
  • Registros de chamadas
  • Mensagens de WhatsApp
  • Vistos de trabalho
  • Laudos médicos
  • Outros documentos que ligam o nome do cantor ao caso

Um ponto crucial nas denúncias é que, de acordo com as moças, os abusos não aconteciam de forma isolada. Elas afirmam que tudo era feito com o consentimento dos responsáveis pela administração da casa e também daqueles que selecionavam os funcionários.

A forma como as funcionárias eram atraídas para as vagas também está sob investigação. Anúncios de emprego publicados na internet, que buscavam exclusivamente mulheres entre 25 e 35 anos, foram qualificados pelos advogados das vítimas como “tráfico de pessoas para fins de trabalho forçado e servidão”.

Condições de Trabalho Desumanas e Controle Extremo

Além dos abusos de cunho sexual e moral, as ex-funcionárias também revelaram que eram submetidas a condições de trabalho extremamente precárias e exaustivas. Elas relataram jornadas que chegavam a cerca de 16 horas por dia, sem a devida remuneração ou descanso adequado.

Segundo os relatos, Julio Iglesias proibia suas empregadas de saírem da residência a qualquer horário. Folgas só eram permitidas após impressionantes três meses de trabalho ininterrupto.

O cantor, segundo elas, justificava as rígidas regras alegando risco de contaminação por Covid-19, já que as contratações aconteceram durante o período da pandemia. No entanto, as proibições iam além da saúde: era vedado namorar, tirar fotos dentro da casa, nos jardins ou na praia particular, e até mesmo fazer amizades.

Para manter o controle total, as funcionárias eram obrigadas a entregar seus celulares ao chefe sempre que ele solicitasse. Ele revisava fotos e conversas de WhatsApp, e impunha que elas permanecessem em silêncio sobre qualquer abuso que sofressem. Essa situação pinta um cenário de vigilância constante e intimidação, onde as vítimas se sentiam completamente isoladas e sem voz.

A gravidade das acusações coloca o cantor Julio Iglesias em uma posição delicada, com o caso gerando grande repercussão e levantando importantes debates sobre direitos trabalhistas e combate ao tráfico humano, mesmo no universo das celebridades.