A Justiça do Distrito Federal mandou o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) se retratar publicamente por uma imagem falsa que ele postou na rede social X (antigo Twitter). A foto, feita por inteligência artificial, mostrava o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao lado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e de Roberto Campos Neto, que já foi presidente do Banco Central.
A ação judicial veio depois que a defesa de Bolsonaro reclamou, dizendo que a postagem ofendia a honra e a boa imagem do ex-presidente. A decisão foi da juíza Patrícia Vasques Coelho e foi divulgada na sexta-feira, 13. Ela determinou que o deputado tem até 24 horas para publicar uma nota de esclarecimento.
Nessa nota, o parlamentar precisa avisar claramente que a imagem não é verdadeira e que foi feita por inteligência artificial. Ele também deve explicar que o encontro entre as pessoas retratadas na foto nunca aconteceu. A intenção é desfazer o mal-entendido e corrigir a informação errada que foi espalhada.
Mesmo tendo apagado a postagem original, Rogério Correia ainda não fez a retratação oficial que a Justiça pediu. Pelo contrário, ele usou a mesma plataforma, o X, para fazer piada com a situação. Em um post de 14 de fevereiro de 2026, ele escreveu:
"Em pleno Carnaval, fui processado pelo detento Jair Bolsonaro, direto da Papuda, e atacado por outras figuras estranhas da extrema-direita".
O deputado não mencionou a imagem falsa em sua ironia, focando na crítica aos seus oponentes políticos.
Esse caso é um exemplo claro de como a inteligência artificial tem sido usada para criar e espalhar desinformação, especialmente no ambiente político. A facilidade de gerar conteúdo falso e a velocidade com que ele se propaga pelas redes sociais representam um desafio grande para a sociedade e para a Justiça. A decisão de agora reforça a responsabilidade de quem publica conteúdo online e a necessidade de verificar a verdade antes de compartilhar, para evitar danos à reputação e à confiança pública. A intervenção judicial busca assegurar que as informações enganosas sejam corrigidas de forma transparente, protegendo a integridade das pessoas e a qualidade do debate público.

