Uma mãe e sua filha de apenas 7 anos de idade viveram um verdadeiro pesadelo em Sumaré, no interior de São Paulo, mas conseguiram uma brecha para a liberdade na última sexta-feira, dia 6. As duas estavam sendo mantidas em cárcere privado por um homem, mas a oportunidade de escapar surgiu quando o agressor precisou sair para ir a um hospital.
Assim que se viu livre, a mulher não perdeu tempo. Ela conseguiu entrar em contato com seus familiares, que correram imediatamente para a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Sumaré para buscar ajuda. A delegada Natália Alves Cabral, responsável pela DDM da cidade, contou a situação angustiante da vítima.
“Ela estava em estado de desespero total, e a criança precisou ser internada”, afirmou a delegada, mostrando a gravidade da situação.
Os policiais agiram rapidamente. Uma equipe foi enviada ao endereço indicado, uma região afastada perto de uma linha férrea. No local, os agentes confirmaram a denúncia de cárcere privado. Para a surpresa da equipe, foram encontradas e apreendidas armas de fogo, incluindo uma que parecia ter sido adulterada.
O terror da convivência e a fuga
Segundo o relato da vítima à delegada, ela mantinha um relacionamento com o agressor há cerca de sete anos. Durante todo esse período, a vida da mãe e da filha era controlada de forma cruel. A mulher só tinha permissão para sair de casa quando ia levar ou buscar a filha na escola. Usar um telefone celular era algo totalmente proibido.
O medo era constante. Mãe e filha viviam sob ameaças de morte, o que tornava cada dia uma batalha pela sobrevivência. O confinamento e a vigilância impediam qualquer tentativa de pedir socorro ou buscar ajuda.
A prisão do agressor aconteceu de forma inesperada. Enquanto recebia atendimento médico no hospital, ele foi surpreendido pela equipe policial. Sem tempo para reagir, o homem foi preso em flagrante e levado para a delegacia, onde a ocorrência foi registrada. Ele agora deve responder por crimes graves, incluindo ameaça, cárcere privado e porte ilegal de arma de fogo.

