Polícia

Médico é condenado por xenofobia contra paciente baiano em São Paulo

A Justiça de São Paulo condenou um médico e o plano Hapvida a pagar R$ 10 mil por xenofobia contra um paciente baiano durante uma consulta de infertilidade, provada por gravação.
Por Redação
Médico é condenado por xenofobia contra paciente baiano em São Paulo

O médico negou as acusações -

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Imagine a cena: você busca ajuda médica e, em vez de cuidado, recebe preconceito. Foi exatamente o que aconteceu com um paciente baiano em São Paulo. Agora, a Justiça agiu e condenou um médico e o plano de saúde Hapvida por xenofobia. A decisão, proferida em Limeira, São Paulo, mostra que a discriminação não tem espaço, especialmente na saúde.

Ofensas graves durante a consulta

O caso chocante aconteceu durante uma consulta que deveria investigar uma possível infertilidade do rapaz. Em vez de focar na saúde e no bem-estar, o profissional de saúde disparou ofensas graves, que surpreenderam o paciente. As palavras preconceituosas foram proferidas sem qualquer constrangimento.

“Você é baiano, por que todo mundo que vem de lá tem mania de doença?”

“Você quer ser atropelado aqui agora?”

Felizmente, o paciente, de forma perspicaz, gravou as ofensas. Essa gravação se tornou a prova chave que ele apresentou à Justiça, denunciando a conduta inaceitável do médico.

Justiça condena médico e plano de saúde

A condenação veio da 1ª Vara Cível do Foro de Limeira, em São Paulo. O juiz não teve dúvida: a conduta do médico foi claramente “abusiva e discriminatória”. Por isso, foi determinado que o médico e o plano Hapvida terão que pagar R$ 10 mil por danos morais ao paciente. Além do valor da indenização, eles também arcarão com as custas do processo e os honorários do advogado da vítima. Uma punição clara para um ato de preconceito grave.

O que dizem os acusados

Ciente da repercussão do caso, o médico negou as acusações do paciente. Ele alegou que suas falas foram tiradas de contexto e que a gravação teria sido manipulada, tudo com o intuito de prejudicá-lo.

Já o plano de saúde Hapvida emitiu uma nota, prestando solidariedade ao paciente e condenando a atitude. A empresa afirmou que a conduta do profissional é completamente incompatível com seus princípios.

“A conduta atribuída ao profissional é absolutamente incompatível com princípios básicos de ética, respeito e dignidade no cuidado em saúde. A empresa não compactua, em nenhuma hipótese, com atitudes de cunho discriminatório, preconceituoso, ofensivo ou desrespeitoso, incluindo práticas xenofóbicas.”

O comunicado do Hapvida concluiu dizendo que, assim que tomou conhecimento dos fatos, adotou medidas cabíveis de forma imediata, em conformidade com seus protocolos internos e com a legislação. A empresa reafirmou seu compromisso com um atendimento pautado pelo respeito e dignidade.

Este caso serve como um lembrete importante de que o preconceito, seja qual for sua forma, é inaceitável e tem consequências legais sérias. Principalmente em ambientes onde a confiança e o cuidado são essenciais, como na medicina. A Justiça deu um recado claro: discriminar não compensa.