A ministra do Planejamento, Simone Tebet, surge como uma peça-chave nos planos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a próxima eleição ao governo de São Paulo. Ela se mostra aberta a enfrentar o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que já confirmou a busca pela reeleição, mas não sem antes colocar suas condições na mesa.
Para aceitar o desafio, Tebet deixou claro ao presidente Lula que tem algumas exigências importantes. Ela quer a garantia de que sua possível campanha terá o suporte financeiro necessário, além do engajamento ativo da militância do Partido dos Trabalhadores (PT). Outro ponto crucial para a ministra é a promessa de que não será alvo do famoso 'fogo amigo', especialmente das alas mais à esquerda do PT, que poderiam criar embaraços.
Pensando no futuro, e caso não saia vitoriosa das urnas, Tebet espera ter assegurado seu posto no ministério, em um eventual novo mandato de Lula. Essa garantia mostra o peso de sua decisão e a necessidade de um compromisso claro por parte do governo.
Mudar de partido e estado: os passos para a candidatura
A mudança de cenário para Tebet inclui uma troca de partido, saindo do MDB para se filiar ao PSB. Esse movimento já recebeu o aval do presidente do PSB, João Campos, que a convidou pessoalmente. Além disso, a ministra precisaria alterar seu domicílio eleitoral do Mato Grosso do Sul para São Paulo, uma formalidade necessária para a disputa estadual.
A própria Tebet avalia que sua possível entrada na disputa paulista representa um movimento político tão significativo quanto o de Geraldo Alckmin nas eleições passadas. O atual vice-presidente da República, então do PSDB, migrou para o PSB para compor a chapa com Lula, um gesto que uniu forças políticas distintas e quebrou paradigmas.
Conversas com Lula e outros nomes na mesa
A expectativa é que a conversa definitiva entre Simone Tebet e Lula aconteça ainda nesta semana, durante a viagem de ambos ao Panamá, onde participarão do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe. Tebet fará parte da comitiva presidencial, o que abrirá espaço para o diálogo.
Enquanto isso, Lula também busca dialogar com outros nomes fortes para a chapa paulista. Um deles é o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O presidente sonha em convencer Haddad a disputar um cargo eletivo em outubro deste ano, seja o Governo de São Paulo ou uma vaga no Senado pelo mesmo estado. A ideia de Lula é que tudo esteja acertado e a chapa em São Paulo já definida até o Carnaval, para que possam focar na campanha com antecedência.

