A bancada de oposição na Câmara dos Deputados agitou o cenário político nesta quarta-feira, dia 25, ao anunciar uma ofensiva sem precedentes. Em uma coletiva de imprensa realizada no Salão Verde da Casa, os parlamentares informaram que irão protocolar no Supremo Tribunal Federal (STF) uma série de pedidos de impeachment contra nada menos que 16 ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O 'Impeachmaço' da Oposição e as Acusações
A iniciativa, batizada pelos próprios deputados como o "maior impeachmaço da história", vem acompanhada de graves acusações. A oposição justifica os pedidos alegando falta de transparência e possível crime de responsabilidade por parte dos ministros. O fundamento para essa ação, segundo os parlamentares, reside em 54 requerimentos de informação protocolados entre 2024 e 2025 que, de acordo com eles, não foram respondidos ou foram atendidos fora do prazo legal. Essa ausência de respostas ou a demora na sua apresentação é vista como um descumprimento do dever funcional.
A deputada federal Caroline de Toni (PL-SC), porta-voz da oposição no anúncio, foi enfática em suas declarações sobre a medida.
“Nós temos o dever funcional de protocolar esses pedidos de impeachment, desses ministros que não cumprem a lei, que estão fazendo uso do dinheiro público, que não prestam informações, e agora vão ter que responder perante a Justiça", afirmou a parlamentar, ressaltando a gravidade das acusações.
Os 16 Ministros Alvo dos Pedidos
A lista de nomes que a oposição quer ver investigados é extensa e inclui titulares de pastas-chave no governo. O alcance dos pedidos de impeachment mostra a amplitude da insatisfação dos parlamentares da oposição.
- Sonia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas
- Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
- Wolney Queiroz, ministro da Previdência Social
- Alexandre Padilha, ministro da Saúde
- Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social
- Camilo Santana, ministro da Educação
- André Ribeiro, ministro dos Esportes
- Frederico Filho, ministro das Comunicações
- Jader Barbalho, ministro das Cidades
- José Múcio, ministro da Defesa
- Vinícius Carvalho, ministro da Controladoria-Geral da União
- Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores
- Carlos Fávaro, ministro da Agricultura e Pecuária
- Waldez Góes, ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional
- Fernando Haddad, ministro da Fazenda
- Esther Dweck, ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos
Próximos Passos: O Que Acontece Agora?
Com o protocolo dos pedidos de impeachment no STF, a bola passa para a mais alta corte do país. O Tribunal deverá analisar a admissibilidade de cada um dos pedidos, verificando se há fundamentos jurídicos e indícios suficientes para dar prosseguimento às acusações. A decisão do STF será crucial para definir o futuro político desses ministros e, consequentemente, para o governo Lula. Esse movimento da oposição esquenta o debate público e promete ser um ponto central nas discussões do Congresso Nacional nas próximas semanas.

