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Polícia descarta pista em buscas por irmãos desaparecidos no Maranhão

A polícia descartou uma denúncia de que os irmãos Ágatha e Allan, desaparecidos há 17 dias em Bacabal, no Maranhão, teriam sido vistos no Pará.
Por Redação
Polícia descarta pista em buscas por irmãos desaparecidos no Maranhão

Operações de busca, que entram hoje no 17º dia, seguem sem avanços -

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A busca pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, chegou ao 17º dia nesta terça-feira (20) sem novidades. As esperanças foram brevemente acesas e logo depois apagadas, quando a Polícia Civil do Pará informou que descartou uma pista que poderia levar ao paradeiro das crianças, desaparecidas desde o dia 4 de janeiro em Bacabal, no Maranhão.

A denúncia, que não teve ligação com o caso, indicava que os pequenos teriam sido vistos em um hotel na cidade de Água Azul do Norte, no Pará. Este município fica a quase 700 quilômetros de distância de onde as crianças sumiram. Um homem tinha afirmado ter visto uma mulher com duas crianças que pareciam muito com Ágatha e Allan.

Rapidamente, as equipes de policiais foram verificar a situação no local. Depois de todas as checagens necessárias, a polícia confirmou que a pista não tinha nada a ver com o desaparecimento dos irmãos maranhenses. Com isso, o foco da investigação volta totalmente para a região de origem do sumiço.

Força-tarefa gigante no Maranhão

Enquanto isso, a força-tarefa montada para encontrar Ágatha e Allan continua seu trabalho incansável em Bacabal, no Maranhão. Mais de 500 pessoas estão envolvidas nas operações, contando com agentes de segurança, militares, bombeiros que vieram de vários estados e também muitos voluntários civis que querem ajudar.

O trabalho de busca está concentrado em uma vasta área de mata fechada e nas margens do Rio Mearim. As equipes já vasculharam mais de 3.200 quilômetros quadrados, uma área impressionante que mostra a grandiosidade do esforço para trazer as crianças de volta para casa.

O relato do primo Anderson ajuda a direcionar as buscas

A estratégia de busca é guiada principalmente pelo depoimento de Anderson Kauan, de 8 anos, primo de Ágatha e Allan. Anderson estava com os irmãos no momento do desaparecimento, mas, felizmente, foi encontrado vivo no dia 7 de janeiro, três dias depois que o trio sumiu na mata.

“O Anderson contou que eles se perderam depois de entrar na mata fechada para colher maracujás. Ele disse que o tio deles tinha avisado para voltarem, mas eles não escutaram. Acabaram se abrigando em uma cabana abandonada, que lá na região chamam de ‘casa caída’”, explicou uma fonte próxima à investigação.

No terceiro dia perdidos, Anderson decidiu seguir sozinho em busca de ajuda. Os primos mais novos, Ágatha e Allan, já estavam muito cansados. O menino foi encontrado a cerca de 4 quilômetros do ponto inicial, fraco, mas conseguiu dar informações valiosas para a polícia.

Polícia investiga todas as possibilidades

A Polícia Civil do Maranhão está à frente do inquérito, com uma comissão especial de delegados trabalhando no caso. O secretário de Segurança Pública, Maurício Martins, garantiu que todas as hipóteses continuam sendo investigadas e nada foi deixado de lado.

No entanto, algumas linhas de investigação que apontavam para sequestro ou violência sexual perderam força nos últimos dias. Isso aconteceu depois que os exames feitos no menino Anderson descartaram qualquer tipo de abuso. A polícia segue focada em encontrar os irmãos e trazer um desfecho para essa história que prende a atenção de todo o país.