A Polícia Civil de Minas Gerais deu um passo importante na luta contra a crueldade animal. Nesta terça-feira, dia 4, as autoridades concluíram o inquérito que investigava a morte brutal de uma gata grávida, um caso que chocou e revoltou moradores.
Dois homens, de 21 e 25 anos, foram formalmente indiciados por tortura, maus-tratos e pela morte do animal. As investigações revelaram um cenário de violência extrema, onde a gata foi espancada repetidamente em um ambiente fechado.
Detalhes da Crueldade Contra o Animal
O animal foi covardemente agredido com chutes e golpes de madeira até morrer. A brutalidade não parou por aí: após o crime, o corpo da gata, que esperava filhotes, foi colocado dentro de um saco de lixo e jogado em uma área de mata perto da casa dos suspeitos. Essa ação ampliou ainda mais a indignação da comunidade, que clamava por justiça.
A investigação contou com um elemento crucial: imagens de câmeras de segurança. Elas foram fundamentais para desvendar o que aconteceu, mostrando um dos envolvidos saindo do imóvel carregando um saco preto. Mais tarde, esse saco foi confirmado como o local onde o corpo do animal foi encontrado. Fotografias do cadáver também foram enviadas para a perícia da Polícia Civil, que confirmou os sinais de espancamento e caracterizou a prática de maus-tratos.
"Trata-se de um crime praticado com extrema crueldade, contra um animal indefeso, o que exige resposta firme do Estado. A atuação da Polícia Civil foi rápida e técnica para assegurar a responsabilização dos envolvidos", destacou o delegado Thiago Cavalcante, responsável pela apuração do caso.
Com a conclusão do inquérito, todo o processo foi enviado para a Justiça, onde será analisado pelo Ministério Público. Os dois homens agora enfrentam a acusação de maus-tratos qualificados com resultado morte, um crime previsto na legislação brasileira que busca proteger os animais.
Relembrando Outros Casos: A Triste Semelhança com o Cão Orelha
A crueldade vista no caso da gata grávida remete a outros episódios recentes de violência contra animais que abalaram o Brasil. Um dos mais marcantes é o do Cão Orelha, cuja investigação também foi finalizada recentemente pela Polícia Civil de Santa Catarina, em Florianópolis. Naquele caso, que também envolveu maus-tratos ao Cão Caramelo, a comoção foi imensa.
Para esclarecer os crimes na capital catarinense, uma força-tarefa especial foi montada, com a participação de várias forças de segurança do estado. O caso Caramelo resultou na responsabilização de quatro adolescentes, enquanto um adolescente teve seu pedido de internação no caso Orelha.
A investigação do caso Orelha foi complexa e minuciosa:
- O cão comunitário foi atacado na madrugada de 4 de janeiro, por volta das 5h30, na Praia Brava, em Florianópolis.
- Laudos da Polícia Científica revelaram que Orelha sofreu uma pancada forte na cabeça, possivelmente causada por um chute ou um objeto rígido, como um pedaço de madeira ou garrafa.
- Resgatado por populares no dia seguinte, ele infelizmente morreu em uma clínica veterinária devido aos ferimentos graves.
- Para identificar o agressor, a Polícia Civil analisou mais de mil horas de filmagens de 14 câmeras na região e ouviu 24 testemunhas.
- Entre as provas coletadas, estavam a roupa usada pelo autor, gravada em vídeo, e a análise de localização do responsável no momento do ataque, feita com o auxílio de um software francês.
Ainda no caso Orelha, três adultos foram indiciados por coagir testemunhas. Esses casos reiteram a importância da vigilância e da denúncia para coibir a violência contra os animais, garantindo que os agressores sejam responsabilizados.

