A Polícia Civil da Bahia prendeu um policial militar na segunda-feira, dia 16 de janeiro, no bairro da Pituba, em Salvador, na Bahia. Ele é suspeito de fazer parte de um esquema que fraudava a venda de abadás para o Carnaval da cidade, um dos maiores eventos do mundo. As acusações contra ele são sérias: associação criminosa, estelionato (o famoso 'golpe') e invasão de dispositivo eletrônico.
Essa prisão é um desdobramento importante de uma ação maior da polícia, chamada Operação Abadá, que busca coibir crimes relacionados ao comércio de ingressos e fantasias para a folia. No último sábado, dia 14 de janeiro, a mesma operação já tinha colocado dois homens e uma mulher atrás das grades, também por suspeita de envolvimento em fraudes. Naquela ocasião, o policial que foi preso agora teria fugido quando a polícia realizou a abordagem em um centro comercial no bairro Caminho das Árvores.
Detalhes da Operação e Evidências
A Operação Abadá não para por aí. Além da prisão do PM, as equipes da polícia cumpriram mais três mandados de busca e apreensão. Durante as ações, três celulares foram recolhidos pelos agentes e serão encaminhados para perícia. Os investigadores esperam encontrar informações cruciais nesses aparelhos, por meio da extração e análise de dados, para entender como o esquema de fraudes funcionava, identificar outros possíveis envolvidos e desvendar a extensão dos crimes.
Essa força-tarefa mostra a determinação das autoridades em combater esse tipo de crime. A Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon) lidera a ação, contando com o apoio fundamental da Força Correcional Especial Integrada da Secretaria de Segurança Pública (Force/SSP) e da Corregedoria da Polícia Militar. O objetivo principal da operação é claro: reprimir o comércio clandestino de abadás, proteger os consumidores de golpes e coibir a circulação de produtos irregulares que prejudicam tanto os foliões quanto as empresas sérias.
O policial foi levado para uma unidade especializada da polícia, onde o mandado de prisão foi cumprido de forma legal. As investigações prometem seguir a todo vapor e intensas até o fim do Carnaval de Salvador, buscando desmantelar completamente essa rede de fraudes e garantir que os foliões possam aproveitar a maior festa de rua do planeta com mais segurança e sem prejuízos financeiros.

