No semiárido baiano, o uso de roupas de couro é essencial para a proteção dos vaqueiros, que enfrentam diariamente os desafios da Caatinga. Estas peças de couro salvam vaqueiros todos os dias; entenda como.
Com o surgimento dos Encourados de Pedrão em 1823, esse traje foi desenvolvido para fornecer uma verdadeira armadura, semelhante à usada por cavaleiros medievais. Os vaqueiros, ao invés de lutar em guerras, enfrentam a vegetação espinhosa sob o sol escaldante, que exige uma proteção robusta.
Cada parte da vestimenta desempenha um papel fundamental na sobrevivência. O chapéu de couro protege do sol e de galhos, enquanto o gibão resguarda o torso e os braços, evitando cortes e queimaduras. As perneiras, feitas para cobrir as pernas, previnem picadas e arranhões, e as luvas especiais protegem as mãos durante a montaria.
Ademário Aboiador, integrante dos Encourados, exemplifica essa tradição. Vaqueiro desde sempre, ele se orgulha de sua trajetória e afirma que vestir o couro representa um compromisso em honrar a profissão.
A vestimenta completa do vaqueiro ainda inclui o alforge, que armazena ferramentas e suprimentos, e o berrante, que serve como meio de comunicação durante as atividades no campo. Assim, as vestimentas de couro não apenas estilizam, mas garantem a proteção e a funcionalidade necessárias para a lida no sertão.

