Política

Após prisão de Maduro, líder da oposição venezuelana anuncia retorno

Após a prisão de Nicolás Maduro, a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, anuncia seu retorno iminente ao país, critica Delcy Rodríguez e defende Edmundo González.
Por Redação
Após prisão de Maduro, líder da oposição venezuelana anuncia retorno

Líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado -

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A líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado, anunciou nesta segunda-feira (5) que está preparando seu retorno ao país “o mais rápido possível”. A declaração surge em um momento de grande turbulência política, logo após a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro, e em meio a ameaças dos Estados Unidos de intervir no poder.

Machado, que falou à Fox News de um local não divulgado, deixou claro que sua volta é iminente. Ela aproveitou a ocasião para criticar duramente Delcy Rodríguez, a presidente interina, acusando-a de ser uma figura central em atos de “tortura, perseguição, corrupção e narcotráfico” no país.

Apoio a Novo Líder e Críticas ao Governo

No cenário pós-Maduro, María Corina Machado tem sido uma voz ativa na defesa de uma transição de poder. No sábado anterior (3), ela publicou uma carta contundente, na qual afirmou que Nicolás Maduro “enfrentará a Justiça pelos crimes atrozes cometidos contra os venezuelanos”.

Na mesma carta, a líder oposicionista defendeu que Edmundo González assuma a presidência imediatamente. González foi o candidato da oposição que, segundo diversas organizações internacionais, saiu vitorioso nas eleições presidenciais de 2024, cujos resultados foram contestados pelo governo de Maduro.

A Posição dos Estados Unidos e o Histórico de Machado

Apesar da forte atuação de Machado na oposição, a situação se complica com a postura dos Estados Unidos. O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que María Corina Machado “não tem apoio interno nem respeito” para liderar a Venezuela, reafirmando que os EUA são quem “mandam no país” após a captura de Maduro. Essa fala sugere uma possível intervenção ou, no mínimo, uma tentativa de influenciar a futura liderança venezuelana.

A trajetória de María Corina Machado tem sido marcada por desafios. Ela está proibida de deixar a Venezuela há dez anos. No entanto, em um fato notável, conseguiu viajar para a Noruega em dezembro do ano passado, onde foi agraciada com o prestigiado Prêmio Nobel da Paz. Agora, com a prisão de Maduro, a sua intenção de retornar ao país ganha um peso ainda maior, sinalizando um possível novo capítulo na conturbada política venezuelana.