Política

Ataque dos EUA na Venezuela deixa 80 mortos; Maduro é preso

Bombardeios dos EUA na Venezuela matam ao menos 40 pessoas; jornal fala em 80. Presidente Nicolás Maduro foi levado para Nova Iorque e está sob custódia americana.
Por Redação
Ataque dos EUA na Venezuela deixa 80 mortos; Maduro é preso

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A tensão na Venezuela explodiu neste fim de semana, depois que os Estados Unidos realizaram ataques no país. A ação, que aconteceu no sábado, dia 3, já teria deixado pelo menos 80 pessoas mortas, segundo informações do jornal The New York Times. O governo venezuelano, por sua vez, confirmou 40 mortes, entre civis e militares, resultado dos bombardeios e confrontos.

Além do alto número de vítimas, o presidente Nicolás Maduro foi capturado e levado para os Estados Unidos. Ele e sua esposa, Cilia Flores, chegaram em Nova Iorque, nos Estados Unidos, na noite do mesmo sábado e, desde então, Maduro permanece sob custódia das autoridades americanas.

O general Vladimir Padrino, ministro da Defesa da Venezuela, já tinha alertado que o número de mortos poderia aumentar, devido à força dos bombardeios e confrontos. Ele também informou que grande parte da equipe de segurança do presidente Maduro perdeu a vida nos ataques. Padrino classificou a captura de Maduro como um “sequestro covarde”, mostrando a indignação do governo venezuelano diante da situação.

Trump Afirma Controle e Abertura do Petróleo

Do outro lado da questão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu que nenhum militar norte-americano perdeu a vida na operação. Trump também foi além, afirmando que os Estados Unidos devem assumir o controle político e econômico da Venezuela, inclusive abrindo o lucrativo mercado de petróleo para empresas americanas.

Reação Internacional: Seis Países Condenam Ação

Enquanto isso, a comunidade internacional reagiu com preocupação. Os governos do Brasil, Espanha, México, Chile, Colômbia e Uruguai se uniram para condenar a intervenção militar. Em uma nota conjunta divulgada neste domingo, dia 4, esses países expressaram “profunda preocupação e rejeição” à ação dos Estados Unidos.

“A iniciativa viola princípios do direito internacional e representa um precedente perigoso para a estabilidade da América Latina.”

Eles destacaram que a ação vai contra os princípios do direito internacional e cria um “precedente perigoso” para a estabilidade de toda a América Latina. O cenário é de grande incerteza para a Venezuela e para as relações diplomáticas na região, com os desdobramentos dos ataques sendo acompanhados de perto por todo o mundo.