A China fez um pedido formal e urgente neste domingo (4) para que os Estados Unidos liberem imediatamente o líder venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. A exigência veio do Ministério das Relações Exteriores chinês, logo após a notícia de que Maduro e a primeira-dama foram presos em Caracas e levados para uma detenção em Nova York.
Essa ação dos Estados Unidos, que resultou na captura de Maduro durante a madrugada na capital venezuelana, pegou Pequim de surpresa. O governo chinês manifestou “choque” e condenou fortemente o que chamou de uso da força contra um país independente. Para a China, a operação é uma afronta clara à soberania da Venezuela.
Pequim condena ação e pede diálogo
No comunicado, a China não apenas pediu a libertação de Maduro e Flores, mas também exigiu que os Estados Unidos garantam a segurança pessoal do casal. O argumento de Pequim é que a deportação e a detenção violam leis e normas internacionais, o que é inaceitável para eles.
“Acreditamos que a situação na Venezuela deve ser resolvida através de diálogo e negociação, e não pelo uso da força ou interferência externa.”
Os Estados Unidos, por outro lado, acusam Maduro e Flores de crimes graves. A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, formalizou as denúncias em um tribunal de Nova York, que incluem conspiração para narcoterrorismo e conspiração para importar cocaína. Essas acusações são a base para a detenção do casal.
O presidente Donald Trump já havia indicado que os Estados Unidos planejam guiar a Venezuela por meio de um “grupo” específico até que se estabeleça uma transição de poder no país. Essa postura americana contrasta diretamente com a posição chinesa, que prega uma solução negociada e pacífica para a crise venezuelana.
A tensão entre as grandes potências sobre o futuro político da Venezuela e a prisão de seu líder demonstra a complexidade e a polarização da política internacional em relação à América Latina.

