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Filhos de Korin Efan Celebram Ancestralidade e Fé no Carnaval de Salvador

O afoxé Filhos de Korin Efan desfila no Carnaval de Salvador celebrando a cultura afro-brasileira, fé e resistência com tema que destaca a história dos afoxés e a valorização do candomblé.
Por Redação
Filhos de Korin Efan Celebram Ancestralidade e Fé no Carnaval de Salvador

Desfile acontece neste sábado, 14, no Pelourinho e no Campo Grande -

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Neste sábado, o Carnaval de Salvador ganha um brilho especial com o desfile do afoxé Filhos de Korin Efan e da banda Omó Obá. Eles prometem abrir caminhos e reforçar a rica cultura afro-brasileira no Circuito Osmar, no Campo Grande, em um cortejo cheio de ancestralidade, fé e muita resistência.

A apresentação do Afoxé Filhos de Korin Efan, que tem suas raízes no coração do Centro Histórico da capital baiana, traz o tema “Afoxés da Bahia: Uma História de Ancestralidade, Fé e Resistência”. O bloco quer contar a trajetória dos afoxés como uma manifestação cultural e social essencial, nascida e desenvolvida pelo povo negro. É uma oportunidade para valorizar o candomblé e mostrar a importância de proteger esses desfiles, que já são reconhecidos como patrimônio imaterial da Bahia.

“Vamos celebrar a ancestralidade, as expressões, os rituais e o papel fundamental desses grupos na promoção social e cultural do nosso povo negro. Levamos para a avenida elementos que simbolizam a origem dos afoxés e a conexão profunda com a fé de matriz africana”, explica Elisângela Silva, presidente da entidade e responsável por todo o enredo.

Para quem busca uma imersão cultural, o desfile vai exibir símbolos tradicionais que encantam a todos: tem o babalotim, os estandartes imponentes, alas com coreografias que contam histórias, o ritmo contagiante do ijexá, a beleza dos adereços e fantasias, além das figuras respeitadas do rei (Babá Afoxé) e da rainha (Yá Afoxé). O enredo também faz uma reverência à ancestralidade africana e aos rituais que, segundo a tradição, servem para abrir bons caminhos.

Um Dia Inteiro de Celebração e Fé

A festa começa cedo, às 9h, na sede do afoxé. É ali que acontece um ritual religioso importante que antecede a saída do bloco. Os integrantes invocam Exu e Ogum, divindades do candomblé, pedindo proteção e que os caminhos estejam abertos para o cortejo seguir em paz e com alegria. Por volta das 14h, o grupo inicia uma caminhada festiva pelo Pelourinho, um dos cartões-postais de Salvador, seguindo até a Praça Castro Alves. Às 15h, eles finalmente se dirigem ao Campo Grande, prontos para encantar o público na avenida.

Depois da passagem marcante do Filhos de Korin Efan, a Banda Omó Obá assume o comando, garantindo que o diálogo entre o samba e o afoxé continue forte, como expressões de memória e resistência no Carnaval da cidade. É um momento de união entre diferentes manifestações que, juntas, contam a história de um povo.

O bloco também aproveita a ocasião para prestar homenagem a afoxés que fizeram história, como Pandagos da África, Embaixada Africana e Badauê, que foram fundamentais no surgimento desse movimento. Além disso, reverencia grupos que continuam ativos e fortes, como Filhos de Gandhy, Olorum Baba Mi e Filhas de Gahady. A construção artística de todo o desfile conta com a valiosa participação de Babá PC e Pai Tinho, da Casa de Oxumarê, nomes importantes na cultura afro-brasileira.

Estrutura do Desfile

  • Estandarte: Bordado a fios de ouro, abrindo o cortejo.
  • Ogãs com agdabês: Os tocadores sagrados.
  • Ala das Crianças: Mostrando a renovação da tradição.
  • Baianas: Com seus trajes tradicionais e a leveza de seus movimentos.
  • Cabaceiras: Com seus instrumentos que marcam o ritmo.
  • Agogôs: O som inconfundível que guia o bloco.
  • Músicos: Responsáveis pela melodia e energia do afoxé.