Um gerente-geral de uma agência bancária foi preso nesta terça-feira (20) em Palmeira das Missões, no Rio Grande do Sul. A Polícia Civil o prendeu sob a acusação de comandar um esquema de fraude milionária que roubava dinheiro de clientes, especialmente idosos, usando o próprio sistema do banco.
A ação faz parte da Operação Digital Fantasma, que investiga um grupo que agia de dentro da agência. Além do gerente, a polícia também prendeu um operador de sistemas e a esposa do gerente, apontados como membros importantes da organização criminosa.
Como o golpe funcionava
As investigações mostraram que o grupo tinha acesso privilegiado aos sistemas internos do banco. Com esses dados, eles conseguiam fazer empréstimos de valores altos sem a autorização dos clientes. O dinheiro desses empréstimos era então transferido para contas controladas pelos golpistas.
As vítimas preferenciais eram idosos, com idades entre 81 e 96 anos. Em alguns casos, até mesmo clientes já falecidos tiveram seus dados usados no esquema, o que dificultava ainda mais a descoberta rápida das irregularidades.
A polícia calcula que, pelo menos, R$ 2,4 milhões foram desviados. Os crimes aconteceram de forma contínua e bem organizada por cerca de seis meses, durante o segundo semestre do ano passado.
Descoberta e prisões
O golpe foi descoberto depois que o próprio banco identificou movimentações financeiras fora do comum durante auditorias internas. A instituição financeira avisou as autoridades, o que deu início à investigação policial.
Até o momento, sete vítimas diretas foram identificadas. O prejuízo financeiro causado é tanto para os clientes quanto para o próprio banco.
Durante a operação, a Polícia Civil não apenas realizou as prisões, mas também cumpriu mandados de busca em Caçapava do Sul, no Rio Grande do Sul. Além disso, a justiça bloqueou contas bancárias e ativos financeiros ligados aos investigados, visando recuperar parte do dinheiro desviado.
O nome do banco envolvido e a cidade exata onde a agência funcionava, fora a cidade das prisões, não foram divulgados pela polícia para preservar a investigação.

