Política

Lula estuda ajuda humanitária a Cuba em meio à forte crise

O presidente Lula estuda enviar ajuda humanitária a Cuba, que enfrenta crise energética e econômica, agravada por sanções dos EUA, após México enviar 800 toneladas de auxílio.
Por Redação
Lula estuda ajuda humanitária a Cuba em meio à forte crise

Lula aparece ao lado do presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel -

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O Brasil, sob o comando do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), está considerando enviar ajuda humanitária para Cuba. A nação caribenha enfrenta uma crise grave de energia e econômica, intensificada pelas proibições e restrições impostas pelos Estados Unidos, que inclusive ameaçou aplicar impostos extras contra qualquer país que fornecer petróleo aos cubanos.

Assessores do Palácio do Planalto contaram que Lula analisa tomar uma atitude parecida com a do México. Recentemente, a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, enviou dois navios com cerca de 800 toneladas de ajuda, incluindo medicamentos e alimentos, para o porto de Havana, a capital cubana. No caso do Brasil, a ajuda também focaria principalmente em remédios e comida.

A profunda crise em Cuba e o peso das sanções dos EUA

Cuba vive um momento bastante delicado. Há um longo histórico de embargos e proibições econômicas dos Estados Unidos, que começaram em 1958, no período da Guerra Fria, quando Cuba era aliada da antiga União Soviética.

A situação humanitária por lá piorou muito no começo deste ano. Um dos motivos foi a mudança de foco da Casa Branca, que deixou de se concentrar na Venezuela e voltou suas atenções para Cuba. O ex-presidente Donald Trump chegou a ameaçar o governo cubano, dizendo que sua administração poderia cair “muito em breve”.

Outro ponto crucial para a piora da crise foi quando os Estados Unidos assumiram o controle das enormes reservas de petróleo da Venezuela. Antes uma aliada histórica de Cuba, a Venezuela passou a seguir os interesses americanos. Com isso, Trump anunciou que a nova administração venezuelana parou de enviar petróleo e dinheiro para Cuba, aumentando a pressão. No fim de janeiro, as investidas americanas aumentaram, com a autorização de sanções contra países que fornecessem petróleo para a ilha.

Essas ações sufocaram o fornecimento de energia em Cuba. Nesta semana, o governo cubano até anunciou que o combustível para aviões acabou, prejudicando ainda mais o já frágil sistema de voos do país.

Lula demonstra solidariedade e articulação interna

Em um evento em Salvador, na Bahia, no último sábado, 7, para comemorar os 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT), Lula deixou claro a posição do Brasil.

“O Brasil é solidário ao povo cubano. O partido precisa encontrar um jeito de ajudar o país caribenho”, disse o presidente.

Os ministérios do Desenvolvimento Social e da Saúde estão trabalhando juntos para avaliar como essa ajuda brasileira poderia acontecer. O governo brasileiro, por enquanto, não acredita que os Estados Unidos farão uma ação militar em Cuba, como já aconteceu na Venezuela. A estratégia americana, segundo a avaliação, é focar em asfixiar economicamente o governo cubano.

A iniciativa do Brasil se alinha à busca por soluções humanitárias para países em dificuldade, reforçando o papel do país na solidariedade internacional, especialmente com nações vizinhas e aliadas históricas na América Latina.