A Opep+, um grupo importante que reúne os países que mais exportam petróleo no mundo, tomou uma decisão neste domingo, 4, que chamou a atenção: a produção de petróleo vai continuar como está, sem mudanças. Essa definição acontece em um momento delicado, marcado por tensões entre grandes produtores como a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, e pela recente prisão de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, por ação dos Estados Unidos.
A reunião foi feita de forma remota, com representantes de oito países essenciais para o mercado de petróleo: Arábia Saudita, Rússia, Emirados Árabes Unidos, Cazaquistão, Kuwait, Iraque, Argélia e Omã. Juntos, eles são responsáveis por produzir cerca de metade do petróleo que circula no mundo. O principal assunto discutido não foi a situação da Venezuela, como muitos poderiam pensar, mas sim a preocupante queda de 18% nos preços do petróleo prevista para 2025. Essa é a maior baixa desde 2020 e levantou um alerta sobre a possibilidade de haver petróleo demais no mercado.
A Venezuela e Suas Grandes Reservas de Petróleo
A situação da Venezuela é um ponto crucial nessa história. No sábado, 3, o país viu a prisão de seu presidente, Nicolás Maduro. Logo após o ocorrido, Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, disse que seu país assumiria o controle da Venezuela até que uma transição para um novo governo fosse possível. Trump não escondeu seu interesse pelas gigantescas reservas de petróleo venezuelanas, que são as maiores do mundo.
Porém, apesar de ter tanto petróleo, a produção venezuelana caiu drasticamente nos últimos anos. Problemas de má gestão e sanções impostas por outros países prejudicaram muito a capacidade do país de extrair e vender seu petróleo. Com a promessa de bilhões de dólares de Trump, muitos se perguntam se o cenário pode mudar. Mas analistas do mercado não estão muito otimistas e afirmam que, mesmo com novos investimentos, levaria anos para que a produção de petróleo bruto na Venezuela aumentasse de forma significativa.
Estratégia da Opep+ para o Mercado Global
A escolha da Opep+ de manter a produção de petróleo estável mostra uma preocupação em não desequilibrar ainda mais o mercado. Vale lembrar que, entre abril e dezembro de 2025, esses oito países já tinham planejado aumentar a produção em quase 2,9 milhões de barris por dia – o que representa quase 3% de todo o petróleo consumido no mundo. Contudo, em novembro do ano passado, o grupo já havia concordado em parar esses aumentos durante os meses de janeiro, fevereiro e março, indicando uma estratégia de ajustes constantes.
Um comunicado divulgado pela organização confirmou que os países membros terão uma nova reunião no dia 1º de fevereiro. Nesse encontro, eles devem reavaliar a situação global e decidir os próximos passos. Acompanhar as decisões da Opep+ é fundamental, já que elas impactam diretamente não só o preço da gasolina e diesel que abastecemos, mas também a economia do mundo todo.

