O senador Otto Alencar, que preside o PSD na Bahia, afirmou nesta quinta-feira (8) que o partido vai continuar firme no apoio à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT). A declaração é importante porque deixa claro que a aliança segue, mesmo que o correligionário Angelo Coronel não consiga uma vaga na chapa para o Senado.
A possível saída de Angelo Coronel da chapa para o Senado tem sido um tema quente nos bastidores da política baiana. A movimentação ocorreria para abrir espaço para o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), que já expressou o desejo de disputar uma cadeira no Senado nas próximas eleições. Essa é uma dança das cadeiras que define não só os nomes, mas também a força política dos partidos envolvidos.
De acordo com Otto Alencar, o PSD não vai buscar uma negociação alternativa se Coronel não for indicado. Em outras palavras, não haverá um "Plano B" com outro nome do partido para a disputa do Senado, mesmo com a importância da representatividade partidária na chapa majoritária.
“O PSD só indicará um nome para a chapa, que é o de Angelo Coronel. Se, por acaso, ele não for, o partido permanece na aliança, mas não indica ninguém, para não parecer que houve troca ou compensação política”, explicou o senador em entrevista ao site Política ao Vivo, reiterando a posição do partido e a lealdade à al aliança com Jerônimo Rodrigues.
A questão de cargos sempre gera conversas, e a possível realocação de Coronel para a vaga de vice-governador também foi comentada. Angelo Coronel já havia dito que não se via nessa função. Otto Alencar, ao falar sobre o assunto, respeitou a opinião do colega e amigo.
“Eu até disse que nasci para ser vice-governador, mas respeito a opinião dele. É meu compadre, meu amigo”, disse o senador, mostrando que, apesar das diferentes posições, não há atrito ou desgaste na relação entre os dois importantes nomes do PSD na Bahia.
Essa confirmação de Otto Alencar solidifica o cenário político para a reeleição de Jerônimo Rodrigues, demonstrando que a base aliada se mantém forte e unida, mesmo diante das negociações complexas e naturais que antecedem um período eleitoral. O movimento do PSD, um partido com peso significativo na Bahia, é crucial para a composição da chapa e a estratégia da campanha do atual governador.

