Polícia

PM afastado após denúncia de agressão do ex-jogador Perdigão

O ex-jogador Perdigão denunciou ter sido agredido por um policial militar no Paraná. Após a repercussão, a PM afastou o agente e o enviou para avaliação psicológica.
Por Redação
PM afastado após denúncia de agressão do ex-jogador Perdigão
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O ex-jogador Perdigão, conhecido no mundo do futebol, usou as redes sociais para denunciar uma agressão chocante que teria sofrido de um policial militar no último domingo, dia 18. O episódio, que rapidamente ganhou repercussão, levou a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Paraná a agir com rapidez. O policial envolvido foi imediatamente afastado de suas funções nas ruas e encaminhado para uma avaliação psicológica.

Perdigão, que hoje tem 48 anos, relatou em sua publicação que a abordagem aconteceu na saída do estádio Vila Capanema, em Curitiba, no Paraná, logo depois da partida entre São Joseense e Operário, válida pelo Campeonato Paranaense. Segundo o ex-atleta, ele se aproximou de um policial apenas para elogiá-lo e agradecer pelo serviço prestado na segurança do evento. No entanto, o que ele descreveu em seguida foi um ataque inesperado.

"Me aproximei do policial para cumprimentar e parabenizar pelo excelente trabalho. Sem justificativa aparente, ele partiu para a agressão com um cassetete", escreveu Perdigão, destacando que não reagiu em nenhum momento e que tentou se afastar para evitar qualquer tipo de confronto.

Polícia Militar do Paraná toma providências rápidas

Assim que tomou conhecimento das imagens e da denúncia feita por Perdigão, a Corregedoria da Polícia Militar do Paraná (PMPR) agiu rapidamente. A pasta abriu uma investigação interna para apurar detalhadamente os fatos e entender o que realmente aconteceu durante a confusão. Além da investigação, foram tomadas duas medidas importantes:

  • Afastamento imediato: O policial militar acusado foi tirado de suas atividades operacionais, ou seja, de atuar nas ruas. Ele agora está designado para cumprir funções administrativas internas, aguardando o resultado do inquérito.
  • Avaliação psicológica: O agente também foi encaminhado para uma avaliação com psicólogos. Essa medida visa analisar o estado mental do servidor e entender se há alguma questão que possa ter influenciado sua conduta.

Em nota oficial, a Polícia Militar do Paraná fez questão de frisar que a atitude relatada por Perdigão não representa os valores e o preparo de seus profissionais. A corporação ressaltou que seus membros são treinados para agir com ética, respeito e profissionalismo, e que condutas como a denunciada não combinam com o trabalho sério desenvolvido pelas forças de segurança do estado.

A Secretaria de Segurança Pública do Paraná reforçou o compromisso com a transparência e a apuração rigorosa de todas as denúncias, garantindo que a verdade seja estabelecida e que as medidas cabíveis sejam tomadas conforme a legislação. O caso segue em investigação, e a expectativa é que os resultados sejam divulgados em breve para a sociedade.