A Polícia Civil de Salvador, na Bahia, anunciou um avanço importante na investigação de crimes de importunação sexual que abalaram moradores do bairro da Graça. Um homem foi identificado como o principal suspeito de tocar indevidamente duas mulheres em plena luz do dia, em episódios registrados por câmeras de segurança.
Apesar de já ter sua identidade revelada, o suspeito ainda não foi preso. As investigações continuam para que ele seja localizado e responda pelos seus atos, que geraram revolta e preocupação na comunidade.
Entenda como os casos aconteceram
Os dois incidentes ocorreram na quinta-feira, 5 de outubro, mas só ficaram conhecidos publicamente dias depois. O primeiro caso veio à tona na segunda-feira, 9, e o segundo, que aconteceu minutos antes na Avenida Euclides da Cunha, foi revelado na terça-feira, 10.
As imagens de segurança capturaram a sequência dos fatos. Em um dos vídeos, uma mulher é pega de surpresa assim que desce de um carro. Pouco tempo depois, o mesmo homem se aproxima de outra mulher que estava finalizando uma caminhada e, novamente, a importuna sexualmente.
A reação do suspeito após os atos é chocante. Enquanto uma das vítimas, visivelmente abalada, começa a chorar e é consolada por pessoas que passavam pelo local, o homem simplesmente vai embora, caminhando tranquilamente. Ele chega a rir ao perceber que estava sendo filmado, demonstrando total desprezo pela dor das vítimas e pela gravidade de seus atos.
"A polícia está empenhada em resolver o caso e também busca saber se existem outras vítimas dos atos do suspeito."
Investigação avança e busca por mais vítimas
A Polícia Civil, por meio de suas equipes, disse que o homem foi identificado e que as investigações continuam a todo vapor. A prioridade é prender o suspeito e esclarecer completamente o caso. Além disso, a polícia também busca apurar a existência de outras possíveis vítimas, para garantir que todos os crimes sejam investigados.
O crime de importunação sexual é algo muito sério e está previsto no artigo 215-A do Código Penal brasileiro. Quem comete esse tipo de delito pode pegar uma pena de um a cinco anos de prisão. De acordo com a Polícia Civil, apenas o segundo caso foi registrado oficialmente na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam). O nome do suspeito não foi divulgado, mas a polícia segue firme na busca por ele.

