Torcedores e clubes que esperavam ver a tecnologia do impedimento semiautomático desde o começo do Campeonato Brasileiro de 2026 vão ter que esperar um pouco mais. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou que, apesar da expectativa, o novo sistema não estará em campo para a primeira rodada da competição.
A notícia surpreende, já que o presidente da entidade, Samir Xaud, havia prometido a estreia da novidade para a largada do torneio, que começa daqui a poucos dias. A expectativa era grande para uma ferramenta que promete mais agilidade e precisão nas decisões de impedimento, minimizando a margem de erro e as polêmicas que tanto agitam o futebol brasileiro.
Por que a tecnologia vai atrasar?
A CBF explicou que o motivo do atraso é simples: o plano para colocar a tecnologia para funcionar ainda não está pronto. Faltam algumas etapas cruciais, como as inspeções técnicas necessárias em todos os estádios e a liberação de equipamentos que estão vindo de fora do país. É um processo complexo, que exige muito cuidado e organização.
“É uma operação gigante, que exige uma grande estrutura de organização, com o uso de centenas de celulares por rodada e a montagem completa do sistema em 27 arenas da Série A”, afirmou a CBF sobre o desafio da implementação.
Imagine só: para que tudo funcione perfeitamente, o sistema precisa ser montado e testado em todos os 27 estádios que receberão jogos da Série A. Isso envolve uma logística impressionante, com o uso de centenas de celulares a cada rodada para captar todos os ângulos e garantir a precisão do impedimento. Um trabalho minucioso que demanda tempo e recursos.
Onde a tecnologia já foi vistoriada?
Apesar do adiamento, os trabalhos para a implementação da tecnologia estão avançando. Até agora, 16 estádios já passaram pela vistoria técnica necessária. Entre eles, estão alguns dos mais famosos e importantes do Brasil, como:
- Maracanã (Rio de Janeiro)
- Neo Química Arena (São Paulo)
- MorumBis (São Paulo)
- Mineirão (Belo Horizonte)
- Arena Fonte Nova (Salvador, na Bahia)
- Barradão (Salvador, na Bahia)
- Vila Belmiro (Santos, em São Paulo)
- Beira-Rio (Porto Alegre)
- Arena do Grêmio (Porto Alegre)
Porém, ainda faltam visitas a outras importantes praças esportivas, como a Arena Condá, Baenão, Maião e o Allianz Parque. Essas inspeções são essenciais para garantir que a infraestrutura de cada local esteja preparada para receber os equipamentos e o sistema.
A CBF também informou que, antes da liberação definitiva do impedimento semiautomático, serão feitas partidas simuladas. Esses testes são importantes para ajustar qualquer detalhe e garantir que a ferramenta esteja 100% pronta para ser usada nas partidas oficiais, sem surpresas desagradáveis.
Por enquanto, não há uma data oficial para a entrada em funcionamento da tecnologia. O que se sabe é que o Brasileirão 2026 começará sem essa importante inovação, e os torcedores terão que aguardar um pouco mais para ver o impedimento semiautomático em ação nos gramados brasileiros.

