A violência na Bahia atingiu um patamar alarmante para as crianças em 2026. Pelo menos três crianças foram baleadas em Salvador e na Região Metropolitana (RMS) até agora neste ano, segundo um levantamento divulgado nesta quinta-feira, 26, pelo Instituto Fogo Cruzado. Felizmente, apesar da gravidade dos episódios, nenhuma das vítimas infantis morreu.
O caso mais recente, que acendeu o alerta, aconteceu na noite anterior, quarta-feira, 25. Uma criança de apenas 9 anos foi baleada na mão durante uma ação da Rondesp Atlântico. O incidente ocorreu na região do Areal, no Bairro da Paz, em Salvador, na Bahia. Além da criança ferida, um homem, identificado como Ícaro, também morreu na Rua Santa Bárbara da Paz, durante a mesma ocorrência.
Moradores da região, que acompanharam o terror de perto, contaram que a criança estava brincando na rua quando os tiros começaram. Desesperada, ela tentou correr para dentro de casa, buscando abrigo, mas foi atingida na mão antes de conseguir se proteger. A situação causou tanta tensão e insegurança que o transporte público precisou ser interrompido temporariamente na área, mostrando o impacto direto da violência na rotina da comunidade.
Outro incidente atinge criança em Camaçari
Antes do episódio no Bairro da Paz, outro caso chocante envolvendo uma criança aconteceu em Jauá, um distrito da cidade de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, na Bahia. Na quinta-feira, 19, um homem conhecido como Drico RL, que era rifeiro, foi alvo de uma tentativa de homicídio brutal.
Criminosos armados atiraram várias vezes contra Drico e fugiram em seguida, deixando um rastro de violência. O homem foi socorrido e levado às pressas para o Hospital Geral de Camaçari, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. No meio desse ataque, uma criança inocente, que nada tinha a ver com a confusão, também foi baleada, sendo atingida na perna e nas nádegas. Ela recebeu atendimento e foi levada para a UPA de Arembepe.
Os dados do Instituto Fogo Cruzado reforçam a preocupante realidade de que crianças estão cada vez mais expostas e se tornando vítimas da violência armada que assola a Bahia, mesmo quando não são os alvos diretos. A situação levanta um questionamento urgente sobre a segurança e a proteção dos mais vulneráveis em áreas de conflito.

