O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, causou um grande burburinho ao fazer uma ameaça séria ao México. Na última quinta-feira, dia 8, o político republicano não poupou palavras ao dizer que poderia ordenar ataques terrestres contra os cartéis de drogas que agem no país vizinho.
“Vamos começar a atacar os cartéis por terra. Eles mandam no México”, afirmou Trump em entrevista à Fox News.
Essa declaração polêmica vem em meio aos esforços do governo americano para frear o tráfico de drogas na América Latina. Não é a primeira vez que Trump fala sobre agir no México. Anteriormente, quando era presidente, ele já havia sinalizado a possibilidade de ações militares, uma postura que foi rapidamente rechaçada pela atual presidente do México, Claudia Sheinbaum. Ela deixou claro que qualquer medida assim seria uma grave violação da soberania mexicana.
Diante da pressão de Washington e das declarações de Trump, o governo mexicano, por sua vez, tem intensificado suas próprias operações contra o narcotráfico. O principal objetivo é barrar o envio de drogas sintéticas, como o perigoso fentanil, para os Estados Unidos, mostrando que a batalha contra o crime organizado é uma prioridade para ambos os lados da fronteira.
Olhar para a Venezuela
Além das ameaças ao México, Donald Trump também direcionou seus comentários à Venezuela. Ele defendeu que o país sul-americano precisaria de muito tempo para se reerguer e conseguir realizar eleições. Atualmente, a nação é liderada interinamente por Delcy Rodríguez. Trump argumentou que, na situação atual, a Venezuela não teria condições de organizar um processo eleitoral justo.
“Temos que reconstruir o país. Eles não conseguiriam realizar eleições. Eles nem saberiam como realizar eleições agora”, disse o republicano.
As declarações de Trump, que busca voltar à Casa Branca, sinalizam uma postura dura e intervencionista em questões de segurança e política externa, caso seja eleito novamente. Elas abrem um debate importante sobre a soberania dos países e a forma como potências como os Estados Unidos podem ou não interferir em seus vizinhos.

