O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) retornou nesta quinta-feira à Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, depois de passar dez dias internado no hospital DF Star. Ele está cumprindo uma pena de 27 anos e três meses de prisão por participar de uma trama golpista.
Bolsonaro foi hospitalizado em 24 de dezembro para operar uma hérnia inguinal bilateral, que é quando uma parte do intestino sai por um ponto fraco nos músculos da barriga, perto da virilha. Esse tipo de cirurgia exige bastante repouso e acompanhamento para que não volte a acontecer ou infeccione.
Internação com múltiplos procedimentos
Embora a cirurgia de hérnia tenha sido o motivo principal da internação, o boletim médico detalhou que o ex-presidente passou por outros procedimentos durante a semana. Foram feitas duas intervenções no nervo frênico, na segunda e terça-feira, para conseguir parar crises fortes de soluço. Uma endoscopia também confirmou que ele ainda tem problemas de esofagite e gastrite crônicas.
Ainda durante o período no hospital, Bolsonaro teve momentos de pressão arterial alta e pediu aos médicos que prescrevessem medicamentos antidepressivos para ele.
Defesa pediu prisão domiciliar, mas STF negou
Pouco antes de receber alta, a defesa de Bolsonaro fez um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que ele pudesse cumprir a prisão em casa. Os advogados argumentaram que as condições da carceragem não eram boas para a recuperação de uma cirurgia e que o ambiente não oferecia o que era preciso para ele se recuperar bem. Veja o que disseram:
“As condições da carceragem seriam incompatíveis com a rotina carcerária e o ambiente ofereceria limitações estruturais para a recuperação clínica.”
Mas o ministro Alexandre de Moraes, que é o relator do caso no STF, negou o pedido. Ele determinou que Bolsonaro voltasse imediatamente para a Superintendência da Polícia Federal.

