Polícia

Briga com grelha de churrasco termina em morte em Araçariguama

Homem de 23 anos é preso em Araçariguama após briga terminar em morte; ele usou uma grelha de churrasco e alegou legítima defesa.
Por Redação
Briga com grelha de churrasco termina em morte em Araçariguama

A Guarda Civil Municipal atendeu a ocorrência -

Compartilhe:

Uma briga com um desfecho trágico chocou a cidade de Araçariguama, no interior de São Paulo, no dia 28 de dezembro. Um homem de 29 anos perdeu a vida depois de ser violentamente agredido com uma grelha de churrasco. O suspeito do crime, um jovem de 23 anos, foi preso em flagrante e alegou ter agido em legítima defesa.

O caso, que agora está sob investigação da Polícia Civil, traz à tona um relato dramático do suspeito. Ele contou aos policiais que a confusão começou quando ele caminhava pela rua e foi atropelado por uma bicicleta. Segundo seu depoimento, o ciclista, que seria a vítima fatal, não parou por aí e teria começado a agredi-lo com socos, chutes e até mesmo golpes usando o banco da bicicleta.

Em meio à confusão e buscando se defender do ataque, o jovem de 23 anos teria se apossado de uma grelha de churrasco e atingido o homem de 29 anos pelas costas. Ambos os envolvidos foram socorridos logo em seguida e levados às pressas para o Pronto-Socorro de Araçariguama. Infelizmente, apesar dos esforços médicos, o homem atingido pelos golpes da grelha não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

A Investigação e a Legítima Defesa

A Guarda Civil Municipal foi a primeira a atender a ocorrência no local da briga. Após a constatação da morte da vítima, o suspeito foi encaminhado para a Delegacia de São Roque. Lá, a Polícia Civil apreendeu a grelha de churrasco que teria sido usada na agressão, peça fundamental para a investigação. A versão de legítima defesa será rigorosamente apurada pelas autoridades, que buscarão entender todos os detalhes do ocorrido para definir as responsabilidades.

É importante lembrar que a legítima defesa é um instituto previsto na lei brasileira que permite que uma pessoa se defenda de uma agressão injusta e iminente, usando moderadamente os meios necessários para repelir essa agressão. No entanto, cada caso é avaliado individualmente pelas autoridades. Elas consideram todas as provas, como o depoimento do suspeito, possíveis testemunhas e evidências físicas, para determinar se os requisitos da legítima defesa foram realmente preenchidos e se não houve excesso na reação. A investigação agora prossegue para esclarecer se a ação do jovem se enquadra nessa condição ou se houve uma conduta criminosa.

O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os procedimentos de necropsia, que auxiliarão na elucidação da causa exata da morte e na comprovação das agressões sofridas.