Carlos Celso Mamades, um homem cadeirante, foi tragicamente morto a tiros na noite da última sexta-feira (2), em Castelo, no Espírito Santo. A fatalidade aconteceu depois que uma discussão por uma leve batida de carro escalou para uma violência sem sentido no bairro Independência.
A Polícia Civil está investigando o caso, que chocou os moradores da região. Segundo o relato da esposa da vítima às autoridades, o casal estava chegando em casa quando o carro dirigido por Carlos encostou de leve no veículo que estava estacionado logo à frente. Esse pequeno incidente, infelizmente, deu início a um desentendimento com o proprietário do outro carro.
Em meio à discussão, a mulher de Carlos Celso precisou entrar em casa. Foi quando, segundos depois, ela ouviu disparos de arma de fogo. Correndo de volta, a esposa encontrou o marido baleado na cabeça. O autor dos disparos fugiu do local imediatamente após o crime, deixando o cadeirante ferido e a família em desespero.
“Estávamos chegando em casa quando o carro dele encostou no outro. A discussão começou, e eu entrei para usar o banheiro. Quando ouvi os tiros, voltei correndo e ele estava caído”, relatou a esposa à Polícia Civil, descrevendo os momentos de terror.
Carlos Celso Mamades chegou a ser socorrido por familiares e levado ao Hospital Municipal de Castelo. A Polícia Militar informou que os agentes foram acionados após a entrada da vítima na unidade. Apesar de ter chegado ainda com vida, o cadeirante não resistiu aos graves ferimentos e morreu no hospital.
O corpo da vítima foi encaminhado para a Seção Regional de Medicina Legal (SML) da Polícia Científica, em Cachoeiro de Itapemirim. Lá, ele passará por necropsia, um procedimento padrão que ajuda a esclarecer as causas da morte, antes de ser liberado para a família realizar o sepultamento.
Investigação segue para identificar o autor
Até o momento, nenhum suspeito foi detido em relação ao assassinato de Carlos Celso Mamades. A Polícia Civil informou que os detalhes da investigação não serão divulgados publicamente neste estágio, para não atrapalhar o trabalho policial e garantir que os responsáveis sejam identificados e levados à justiça. A comunidade de Castelo aguarda respostas e o desfecho desse crime que tirou a vida de um homem por uma banalidade.

