A cidade de Cansanção, no norte da Bahia, decidiu proibir a venda de bebidas destiladas por 15 dias. A medida, que começou a valer após um decreto municipal, busca proteger a população depois da descoberta de bebidas alcoólicas suspeitas de adulteração e da confirmação de uma morte ligada ao consumo de substâncias irregulares na região.
A restrição é completa: ninguém pode vender, distribuir ou expor produtos como uísque, gim, vodca e conhaque em Cansanção. Essa decisão foi tomada pela prefeitura para diminuir os riscos imediatos enquanto uma investigação detalhada continua. O foco é apurar a possível presença de substâncias perigosas, como o metanol, que pode causar intoxicações graves e até matar quem o consome.
Operação "Poison Drink" apreende centenas de garrafas
Antes da proibição, uma grande ação policial chamada "Operação Poison Drink" foi realizada na quinta-feira, dia 8. O objetivo era claro: verificar a qualidade das bebidas alcoólicas vendidas na cidade, combater a sonegação de impostos e proteger a saúde pública. A operação, coordenada pela 19ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), que fica em Senhor do Bonfim, contou com a participação da Delegacia Territorial de Cansanção e do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI/Centro Norte).
Equipes da Vigilância Sanitária, da Vigilância Epidemiológica e do Setor de Tributos da prefeitura também estiveram presentes. A ação aconteceu em vários pontos, incluindo o Centro da cidade e o povoado de Tanque da Gameleira. Durante a operação, os policiais e fiscais interditaram três estabelecimentos comerciais e levaram uma pessoa à delegacia para dar informações sobre o caso.
No total, 535 garrafas de bebidas destiladas, de vários tipos como uísque, gim, vodca e conhaque, foram apreendidas. Todas elas foram enviadas para análise no Departamento de Polícia Técnica (DPT), onde será investigado se há substâncias proibidas em sua composição.
Prefeitura reforça caráter preventivo da medida
A prefeitura de Cansanção esclareceu que o decreto, de número 001/2026, e a sindicância administrativa (Portaria nº 001/2026, publicada no dia 7) são medidas estritamente protetivas. Ou seja, a iniciativa não significa que a prefeitura já está culpando bares, comerciantes ou proprietários de estabelecimentos. O foco é prevenir novos problemas e garantir a segurança de todos os moradores enquanto as investigações sobre as bebidas adulteradas avançam.
A fiscalização para garantir que ninguém desrespeite a proibição ficará a cargo da Vigilância Sanitária e do Departamento de Tributos de Cansanção. Se for preciso, a Guarda Municipal e a Polícia Militar poderão dar apoio para assegurar o cumprimento da regra.

