A Polícia Civil prendeu, neste sábado (3), em Feira de Santana, na Bahia, uma corretora de imóveis de 52 anos. Ela é suspeita de ser uma das responsáveis por um esquema de golpes imobiliários que já causou um prejuízo que ultrapassa os R$ 2,5 milhões às vítimas. A prisão aconteceu como parte da "Operação Arizona", que busca desmantelar as fraudes na região.
A mulher foi localizada em uma residência no bairro Muchila. Os policiais agiram após a Justiça emitir um mandado de prisão. O foco principal das investigações da 1ª Delegacia Territorial de Feira de Santana é uma fraude envolvendo a venda de um imóvel rural, que sozinho já soma um prejuízo de aproximadamente R$ 1,5 milhão.
Parceria em golpes e prisões anteriores
As apurações mostram que a corretora trabalhava em conjunto com uma contadora de 63 anos, que já havia sido presa em dezembro do ano passado. Essa contadora, segundo a polícia, se passava por inventariante de uma fazenda em Castro Alves, na Bahia, para dar um ar de legalidade às negociações fraudulentas. Com isso, uma das vítimas fez várias transferências bancárias, totalizando R$ 1,5 milhão, acreditando na validade da compra.
"A investigação aponta que a corretora era a mentora por trás do golpe, orquestrando as fraudes e se aproveitando da confiança das vítimas," explicou um dos investigadores envolvidos na operação.
Além desse caso principal, há outras duas investigações em andamento que indicam a participação da mulher em outros golpes, que causaram cerca de R$ 1 milhão em danos. Esses novos casos estão sendo apurados pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) de Feira de Santana. A polícia descobriu que parte do dinheiro roubado foi parar em uma empresa ligada à contadora que já está presa.
Apreensões e bloqueio de contas
Durante a ação que levou à prisão da corretora, os policiais apreenderam diversos itens importantes para a investigação. Foram recolhidos sete celulares, duas máquinas de cartão de crédito, vários cheques e chaves de imóveis. Para tentar recuperar o dinheiro das vítimas, a Justiça também determinou o bloqueio das contas bancárias dos envolvidos.
A corretora de imóveis agora está à disposição da Justiça, aguardando as próximas etapas do processo. A Polícia Civil continua com os depoimentos e outras ações para esclarecer todos os detalhes do esquema e identificar se há mais pessoas envolvidas.
A prisão foi resultado de um trabalho em conjunto e bem coordenado. A DRFR, que pertence ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), a 1ª Delegacia Territorial de Feira de Santana, e equipes do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) uniram forças para efetivar a operação.

