Política

Eduardo Bolsonaro apoia carta do pai e pede união da direita

Eduardo Bolsonaro endossou a carta do pai, Jair Bolsonaro, que defendeu Michelle de ataques internos da direita e pediu união para a campanha de Flávio Bolsonaro.
Por Redação
Eduardo Bolsonaro apoia carta do pai e pede união da direita

Familia Bolsonaro -

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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) veio a público nesta terça-feira, 3, para mostrar que concorda totalmente com a carta que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), divulgou recentemente. Na mensagem, Jair Bolsonaro lamentava as críticas que vinham de dentro do próprio grupo da direita, especialmente aquelas direcionadas a aliados e à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

Em entrevista à coluna de Paulo Cappelli, do portal Metrópoles, Eduardo Bolsonaro foi direto:

“Acho que o ex-presidente Bolsonaro está certo. Precisamos de união em torno da candidatura do Flávio.”

Essa manifestação de Eduardo surge em um momento interessante. Nos corredores da política, muitos comentavam que a carta do ex-presidente poderia ser um recado indireto para o próprio filho. Isso porque, dias antes, Eduardo havia feito algumas observações sobre a pré-candidatura de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), à Presidência. Ele tinha reclamado de uma suposta falta de empenho de figuras como Michelle Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em apoiar Flávio.

Agora, o tom de Eduardo é bem mais tranquilo, buscando acalmar os ânimos dentro do partido. Mesmo assim, ele continua pedindo o apoio para o projeto do irmão, mas evitou apontar o dedo para outros nomes importantes do campo conservador. Ele reforçou a necessidade de união com uma frase que dá o que pensar:

“Se Flávio não for eleito, o regime vai se consolidar. Quem não entende isso já está servindo ao projeto de poder do Lula, mesmo sem perceber.”

A fala de Eduardo Bolsonaro mostra uma tentativa de reorganizar e fortalecer a base de apoio em torno da família e do Partido Liberal, especialmente pensando nas próximas disputas eleitorais. A união, para ele, é a chave para o futuro político do grupo.