Um homem de 60 anos foi preso no último sábado, dia 14 de fevereiro, durante o Carnaval de Salvador, na Bahia. Ele é suspeito de cometer injúria racial contra um trabalhador que estava no circuito Osmar (Campo Grande). A prisão aconteceu depois que a vítima denunciou as agressões verbais discriminatórias que sofreu.
A situação lamentável aconteceu em meio à folia, mas a resposta foi rápida. O trabalhador, que estava a serviço em um bloco de Carnaval, foi alvo de falas com conteúdo racista. Imediatamente após os ataques, a vítima buscou ajuda e fez a denúncia às autoridades presentes no local.
As equipes policiais agiram prontamente. Usando o sistema de videomonitoramento, que é uma ferramenta crucial para a segurança durante grandes eventos como o Carnaval, os agentes conseguiram localizar o idoso. Ele foi encontrado na Praça do Campo Grande, abordado e levado pelas autoridades.
Denúncia no posto especializado e prisão preventiva
A denúncia formal da vítima foi feita em um local específico para atender esse tipo de ocorrência: o Posto do Serviço Especializado de Respeito a Grupos Vulnerabilizados e Vítimas de Intolerância e Racismo (SERVVIR), que funciona no Circuito Osmar. A existência de postos como o SERVVIR mostra a preocupação das autoridades em oferecer suporte rápido e adequado a quem sofre preconceito e violência.
Depois de ser localizado, o homem de 60 anos foi levado ao posto do SERVVIR, que fica no Passeio Público. Lá, ele foi apresentado e, posteriormente, encaminhado à Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter). O idoso está agora à disposição da Justiça para cumprir um mandado de prisão preventiva. Isso significa que ele permanecerá preso enquanto a investigação e o processo judicial continuam, garantindo que a justiça seja feita.
Enquanto o agressor foi detido, a vítima recebeu todo o apoio necessário. Equipes do Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV) e da Secretaria da Justiça e Direitos Humanos (SJDH) prestaram acolhimento. Esse suporte é fundamental para as pessoas que passam por situações de discriminação, oferecendo amparo emocional e orientações sobre os próximos passos.
"A injúria racial é um crime grave que atinge a dignidade da pessoa. É crucial que as vítimas denunciem para que os agressores sejam responsabilizados e para que possamos construir uma sociedade mais justa e igualitária", explicou um representante das equipes de acolhimento.
Casos como este reforçam a importância de todos estarem atentos e se posicionarem contra qualquer forma de preconceito. O Carnaval, uma festa de alegria e celebração da diversidade, não pode ser palco para atos de racismo e intolerância.

