Uma grande ação conjunta das polícias do Rio de Janeiro e da Bahia resultou na prisão de um dos principais líderes do Comando Vermelho (CV) que atuava na Bahia. Jean Carlos Soares Jovita, apontado pelas investigações como uma peça-chave na estrutura da facção criminosa, foi capturado nesta sexta-feira (16) no Rio de Janeiro.
As autoridades acusam Jovita de ser o responsável por coordenar uma série de crimes graves. Entre eles, destacam-se a morte de um policial militar, o controle territorial do tráfico de drogas e a imposição da força do grupo através da violência na região sul da Bahia.
Quem é Jean Carlos Soares Jovita?
Jean Carlos Soares Jovita é investigado como a liderança do tráfico de drogas em Ilhéus, na Bahia, com uma influência significativa na área de Sambaituba. Ele estava foragido da Justiça baiana e tinha um mandado de prisão preventiva em aberto, expedido pela 1ª Vara do Júri, Execuções Penais e Medidas Alternativas do município.
De acordo com as investigações, o criminoso não era apenas mais um membro do CV. Ele ocupava uma posição estratégica, usando sua influência para orquestrar ações armadas e manter o domínio do tráfico, garantindo que a autoridade da facção fosse sentida e temida na região.
A Captura no Rio de Janeiro
A prisão foi um trabalho meticuloso de inteligência, fruto de uma parceria exemplar entre a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) e a Polícia Civil da Bahia. A operação foi conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE), com o apoio essencial da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).
O sucesso da captura se deu graças a um trabalho detalhado que envolveu o cruzamento de dados, o monitoramento cuidadoso dos deslocamentos de Jovita e uma intensa cooperação interestadual. As apurações revelaram que ele havia se escondido no Rio de Janeiro justamente para tentar escapar da perseguição policial que enfrentava na Bahia.
Após a prisão, Jean Carlos Soares Jovita foi encaminhado para os procedimentos legais. Ele permanece à disposição do Poder Judiciário e, em breve, deverá ser transferido para a Bahia, onde responderá pelos crimes pelos quais é investigado.

