A história do policial militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, que desapareceu em São Paulo na última quarta-feira, 7 de fevereiro, ganhou um contorno ainda mais triste. Ele estava com o casamento marcado para a sexta-feira, 9 de fevereiro, apenas dois dias depois de seu sumiço. O caso, que já mobiliza equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil, é tratado com grande seriedade, especialmente pela principal linha de investigação.
As autoridades trabalham com a hipótese de que o desaparecimento de Fabrício aconteceu logo após uma discussão entre o agente e um traficante. Desde então, uma força-tarefa tem sido dedicada a esclarecer as circunstâncias e localizar o PM, que vivia a expectativa de um dos dias mais importantes de sua vida.
Carro carbonizado e buscas intensificadas
As primeiras pistas sobre o paradeiro de Fabrício foram alarmantes. O carro que ele usava foi encontrado carbonizado na cidade de Itapecerica da Serra, na Região Metropolitana de São Paulo. A descoberta do veículo em chamas aumentou a preocupação e intensificou os esforços de busca.
Em uma nova etapa da investigação, os policiais localizaram um imóvel que tem ligação com o caso. No local, os investigadores se depararam com um cenário que levanta ainda mais questionamentos: malas e bolsas arrumadas, o que pode sugerir uma possível tentativa de fuga ou que alguém se preparava para sair às pressas. Além disso, a casa apresentava sinais de que algo havia sido alterado recentemente em sua estrutura, com telhas danificadas e substituídas, levantando a suspeita de que vestígios poderiam ter sido escondidos ou apagados.
Agora, o Comando de Operações Especiais (COE) está ampliando as operações de busca. Eles farão varreduras tanto por terra quanto por água, cobrindo uma área maior para tentar encontrar Fabrício e desvendar o que realmente aconteceu com o policial que estava prestes a subir ao altar.

