A Polícia Civil da Bahia abriu um inquérito e fez uma operação de busca e apreensão, nesta terça-feira, dia 6, em um restaurante de um shopping na região do Horto Bela Vista, em Salvador, na Bahia. O motivo é grave: apurar a venda de uma bebida que, na verdade, estava contaminada com água sanitária.
Tudo começou no dia 29 de dezembro de 2025, quando uma pessoa passou muito mal depois de tomar uma bebida industrializada no local. A situação foi tão séria que a vítima precisou de atendimento no hospital. Mais tarde, foi confirmado que o que estava na embalagem não era a bebida esperada, mas sim água sanitária, uma substância tóxica que não pode ser ingerida de jeito nenhum.
Logo no dia seguinte ao incidente, a Vigilância Sanitária da cidade foi até o restaurante para uma inspeção e encontrou várias irregularidades sérias. A forma como os produtos químicos eram guardados, por exemplo, estava totalmente errada. Além disso, havia saneantes (produtos de limpeza) sendo fracionados e colocados em embalagens de bebidas, o que é muito perigoso. O restaurante também estava desorganizado e, para piorar, não tinha a licença sanitária em dia.
Irregularidades graves encontradas no local
- Armazenamento inadequado de produtos químicos: itens perigosos guardados de forma errada.
- Fracionamento irregular de saneantes: produtos de limpeza sendo transferidos para garrafas de bebidas.
- Desorganização de ambientes: o espaço de trabalho estava sem a ordem necessária para um restaurante.
- Ausência de licenciamento sanitário: o estabelecimento funcionava sem a autorização obrigatória da Vigilância Sanitária.
As investigações apontam que o produto de limpeza foi guardado de forma errada em uma garrafa que antes continha uma bebida gaseificada. Por um descuido ou falta de conhecimento do que havia dentro, esse líquido perigoso acabou sendo servido a um cliente, causando o mal-estar.
O inquérito foi aberto pela Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon). A operação desta terça-feira, com a busca e apreensão, permitiu que os policiais tivessem acesso à cozinha do restaurante, aos armários, à câmara fria, às bebidas e aos alimentos guardados. Também foram recolhidas as imagens do circuito interno de segurança. Tudo isso é fundamental para juntar provas e ajudar na investigação criminal. As apurações continuam para descobrir todos os detalhes do caso e identificar quem são os responsáveis por essa falha gravíssima que colocou em risco a saúde de um consumidor.

