O segundo homem apontado como envolvido na morte do capitão da Polícia Militar Osniésio Pereira Salomão, de 37 anos, se entregou à polícia. Geovane de Oliveira da Silva, de 26 anos, se apresentou na tarde da última segunda-feira, 19 de fevereiro, no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Salvador, na Bahia, e foi detido no local.
Geovane era procurado desde a noite da quinta-feira, 15 de fevereiro, quando o capitão Salomão foi abordado por dois homens na Avenida Lafayete Coutinho, conhecida como Avenida Contorno. A polícia acredita que Geovane conseguiu fugir logo após a tentativa de assalto que resultou na morte do oficial.
Passagens pela polícia
Não era a primeira vez que Geovane de Oliveira da Silva tinha problemas com a justiça. Ele já tinha um mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas, expedido desde outubro de 2025, além de acumular registros por furtos e roubo. Essas informações foram levantadas pelo Portal A TARDE.
Morte do capitão Salomão
O triste episódio aconteceu por volta das 20h, quando o capitão Osniésio Pereira Salomão saía de uma festa particular na região. Imagens de uma câmera de segurança de um carro que passava pelo local registraram a ação criminosa. O oficial tentou reagir, mas foi atingido por vários tiros.
Durante a troca de tiros, um dos criminosos, Vitor Souza da Silva, de 22 anos, morador do bairro Nordeste de Amaralina, acabou morrendo. Com ele, a polícia encontrou um carregador de pistola com munição. O segundo envolvido, agora identificado como Geovane, conseguiu escapar naquele momento e vinha sendo procurado desde então.
O capitão Salomão foi rapidamente socorrido e levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) dos Barris, mas infelizmente não resistiu aos ferimentos e morreu.
Quem era Osniésio Pereira Salomão?
Conhecido como Capitão Salomão, Osniésio era um oficial da turma de 2010 da Polícia Militar da Bahia. Ele estava lotado na 18ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), que atua em Periperi. Antes disso, ele serviu como subcomandante do Batalhão Gêmeos, uma unidade especializada no policiamento de coletivos.
Além da dedicação à carreira militar, o capitão também era empresário. Ele era o proprietário do "Boteco do Salomé", um estabelecimento bastante conhecido e querido em Periperi. Após a sua morte, o boteco publicou uma nota de pesar nas redes sociais e informou que permanecerá fechado por tempo indeterminado, em respeito à memória do seu fundador.
O capitão Osniésio era casado e deixou duas filhas. As investigações continuam em andamento para esclarecer todos os detalhes e a motivação exata por trás do crime que chocou a comunidade e a corporação.

