Geovane de Oliveira da Silva, de 26 anos, o segundo homem suspeito de envolvimento na morte do capitão da Polícia Militar Osniésio Pereira Salomão, de 37 anos, se apresentou na tarde desta segunda-feira (19) no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Salvador, na Bahia.
Apesar de sua apresentação, ainda não se sabe se Geovane foi preso ou liberado. Ele havia fugido logo após a tentativa de assalto que resultou na morte do PM.
Entenda o caso
O capitão Salomão morreu na noite de quinta-feira (15), por volta das 20h, na Avenida Lafayete Coutinho, também conhecida como Avenida Contorno. Naquele dia, o capitão estava saindo de uma festa particular na região.
Segundo a Polícia Militar, dois homens abordaram o oficial. Câmeras de segurança de um motorista que passava pelo local registraram o momento do crime. O capitão tentou reagir, mas os criminosos atiraram várias vezes contra ele.
Durante a troca de tiros, um dos suspeitos, identificado como Vitor Souza da Silva, de 22 anos, que morava no bairro Nordeste de Amaralina, acabou morrendo. A polícia apreendeu com ele um carregador de pistola municiado. Geovane, o segundo envolvido, conseguiu fugir e vinha sendo procurado desde então.
O capitão Salomão foi socorrido e levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) dos Barris, mas infelizmente não resistiu aos graves ferimentos.
Histórico de Geovane
Conforme informações apuradas pelo Portal A TARDE, Geovane de Oliveira da Silva já tinha um mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas desde outubro de 2025. Além disso, ele possui passagens pela polícia por furtos e roubos, o que agrava sua situação legal.
Quem era o capitão Salomão?
Osniésio Pereira Salomão, conhecido por todos como Capitão Salomão, fazia parte da turma de oficiais de 2010. Ele estava lotado na 18ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), em Periperi. Antes disso, ele foi subcomandante do Batalhão Gêmeos, uma unidade especializada em policiamento preventivo em ônibus.
Além de sua dedicada carreira militar, o capitão Salomão era proprietário do Boteco do Salomé, um estabelecimento bastante popular em Periperi. Em homenagem e luto, o boteco publicou uma nota de pesar nas redes sociais e informou que permanecerá fechado por tempo indeterminado.
O capitão era casado e deixou duas filhas. As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes e motivações desse crime brutal.

