Em uma notícia que acende o alerta sobre a segurança dos produtos que consumimos, sete pessoas em Ribeira do Pombal, na Bahia, foram vítimas de uma grave intoxicação por metanol. A causa? Bebidas alcoólicas adulteradas, todas compradas no mesmo local.
A descoberta levou a Polícia Civil, junto com a Secretaria de Vigilância Sanitária do município, a lacrar imediatamente o depósito de bebidas onde os produtos foram vendidos.
Vítimas e a confirmação da intoxicação
Seis das vítimas, sendo seis mulheres e um homem, consumiram a vodka contaminada durante uma festa de noivado. A sétima pessoa teve contato com a bebida um dia antes. Infelizmente, a situação é delicada para três delas, que estão internadas em Salvador, lutando pela vida em estado grave.
A confirmação da presença do metanol não veio por acaso. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizou perícias detalhadas, que detectaram a substância tanto nas bebidas apreendidas na cidade quanto nas amostras de sangue dos pacientes. Isso solidificou a causa da intoxicação e o perigo que as pessoas enfrentaram.
Medidas de emergência e apoio contra o metanol
Diante da gravidade da situação, a Prefeitura de Ribeira do Pombal agiu rapidamente. Em um decreto emergencial, a venda e o consumo de bebidas alcoólicas destiladas foram temporariamente proibidos em toda a cidade, até o dia 5 de janeiro. A medida é um esforço para proteger a população e evitar novos casos enquanto as investigações seguem.
Mas a ajuda não parou por aí. O Ministério da Saúde enviou para a Bahia 100 ampolas de etanol farmacêutico. Esse produto é um antídoto crucial no tratamento da intoxicação por metanol, agindo como um escudo contra os seus efeitos devastadores. Ele impede que a substância tóxica se transforme em compostos ainda mais perigosos dentro do corpo, que podem causar danos irreversíveis.
Investigação em andamento
O caso continua sendo investigado por uma força-tarefa que envolve o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), o Centro de Informação e Assistência Toxicológica da Bahia (Ciatox-BA), além das vigilâncias sanitárias estadual e municipal, Polícia Civil e DPT. O objetivo é desvendar como essa contaminação aconteceu e garantir que os responsáveis sejam punidos.

