Curiosidades e tecnologia

Você toparia? Empresa paga R$ 150/hora para escorregar em teste de avião

Uma empresa nos EUA está pagando R$ 150 por hora para voluntários testarem escorregadores de emergência de aviões, garantindo a segurança em evacuações rápidas.
Por Redação
Você toparia? Empresa paga R$ 150/hora para escorregar em teste de avião

Testes de segurança simulam evacuações reais -

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Imagine um trabalho onde sua tarefa é, literalmente, escorregar. Parece brincadeira de criança, certo? Mas uma empresa nos Estados Unidos está pagando muito bem – cerca de R$ 150 por hora – para 120 pessoas fazerem exatamente isso. O objetivo, porém, está longe de ser apenas diversão: trata-se de um teste crucial para a segurança dos voos.

Dinheiro para escorregar: a curiosa função

A experiência incomum envolve voluntários que precisam deslizar por escorregadores infláveis de evacuação, aqueles que ficam nas portas dos aviões para serem usados em situações de emergência. Esses testes, que aconteceram no estado do Arizona, nos Estados Unidos, são essenciais para garantir que, em caso de necessidade, os passageiros consigam sair da aeronave de forma rápida e segura.

Quem organiza tudo é a Collins Aerospace, uma das maiores fabricantes de equipamentos para aviões no mundo, e a mesma que produz esses escorregadores.

Por que testes tão "divertidos" são importantes?

Por trás do aparente clima descontraído, existe uma exigência muito séria da aviação internacional: um avião precisa ser evacuado completamente em até 90 segundos, mesmo que só metade das saídas estejam funcionando. É por isso que os testes contaram com um grupo bem variado de participantes, com diferentes idades, pesos e tipos físicos – assim como encontramos em um voo comum.

Para garantir que tudo corra bem durante as simulações, os voluntários usaram equipamentos de proteção como capacetes e joelheiras. Além disso, uma equipe técnica especializada acompanhou cada descida, já que, apesar de parecer simples, esses escorregadores são dispositivos complexos e sofisticados.

A tecnologia por trás da segurança

Quando uma emergência acontece e a porta do avião é aberta, o escorregador pode ser acionado de forma automática ou manual. Em poucos segundos, um cilindro de gás pressurizado infla o equipamento. Feitos de um tecido emborrachado super-resistente, esses escorregadores são projetados para aguentar dezenas de pessoas seguidas, resistir ao calor, ao atrito e até a furos, mantendo-se firmes mesmo com vento ou chuva forte. Alguns modelos, inclusive, podem virar botes salva-vidas se o pouso for na água.

O design é pensado para todo mundo. Cada curva e inclinação é calculada para que a descida seja rápida, mas suave, diminuindo o impacto no final. Isso ajuda crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida a usar o escorregador sem problemas. Para garantir a eficiência em qualquer situação, as normas de certificação também pedem testes com pouca luz e simulações noturnas.

Quando a vida real exige o escorregador

Pode parecer raro, mas esses equipamentos já foram usados em emergências de verdade. No ano passado, por exemplo, um voo da American Airlines precisou ser evacuado no Aeroporto Internacional de Denver, nos Estados Unidos, depois que um problema mecânico causou um incêndio. Todos os passageiros saíram usando os escorregadores. Outro caso aconteceu em 2016, quando um avião da mesma companhia, que ia de Chicago para Miami, pegou fogo na decolagem. O piloto agiu rápido, parou o voo e mandou todo mundo sair pelos escorregadores infláveis, e ninguém se feriu gravemente.

Esses testes "divertidos" mostram que a segurança aérea é levada muito a sério, combinando tecnologia de ponta com a experiência humana para proteger milhões de passageiros todos os dias.